Jovem “oferece-se” nas ruas de Oliveira

Folha do Centro - Jovem “oferece-se” nas ruas de Oliveira

Caso está a preocupar dispositivo local de acção social e saúde que garante estar a tentar retirar a rapariga de 20 anos desta alegada prática.

É um caso que está a “chocar” os oliveirenses, sobretudo aqueles que costumam circular entre a rua das “finanças” e a rua Aurélio Amaro Diniz, onde nas últimas semanas, tem dado nas vistas a presença “assídua” de uma jovem suspeita de prática de prostituição. A rapariga, com idade na casa dos 20 anos, tem sido vista diariamente nesta zona da cidade, havendo mesmo testemunhos “masculinos” que terão já sido aliciados a “dar uma volta” a troco de pequenas quantias de dinheiro.
“Ultimamente tem estado aqui todos os dias, anda rua abaixo, rua acima, até vir alguém para a levar”, contam algumas testemunhas oculares, que vão dando conta das movimentações mais ou menos “estranhas” da jovem, que tudo indica configura um caso de prostituição em plena cidade oliveirense. “Ninguém pode afirmar nada, mas que ela está aqui durante o dia e aparece e desaparece com vários homens, isso tem dado nas vistas”, relata ao nosso jornal uma fonte por nós contactada.
Com vistas privilegiadas para a rua onde a rapariga costuma estar supostamente a “vender o corpo”, a mesma fonte garante já ter presenciado a abordagem a alegados “clientes”, constatando que a jovem “vai com quem calha”, ainda que sejam os homens mais velhos o alvo preferencial dos convites. “Os velhos que saem do banco são quase todos abordados por ela” observam, ao mesmo tempo, que lamentam a “vida” em que a jovem caiu “tão novinha”. “É uma tristeza ver uma filha na rua nesta vida, ainda por cima, sujeitar-se a ir com todos”, afirmam algumas pessoas que trabalham e residem nas “redondezas” e já se aperceberam da “degradação humana” que veio ali “parar”.
A jovem, com uma figura aparentemente discreta, começou a chamar a atenção de comerciantes e outras pessoas que habitualmente circulam por esta zona, pelo seu comportamento em relação ao sexo masculino, já que “arranca com uns e com outros”, escolhendo como local de “engate” o banco de jardim junto ao cruzamento da Aurélio Amaro Diniz com a António Ribeiro Vasconcelos. O caso já foi inclusivamente denunciado às autoridades e é do conhecimento do gabinete de acção social e saúde da Câmara Municipal que entretanto garante estar a fazer todas as “démarches” para tentar resolver a situação. “É uma questão que já foi debatida em vários fóruns, inclusivamente no núcleo local de inserção, mas estamos a falar de uma cidadã maior a quem foi retirada recentemente uma bebé e a quem foi dada oportunidade de acompanhar a filha na instituição de acolhimento e ela recusou” explica o vereador da acção social, José Francisco Rolo que, apesar da “complexidade” do caso garante estar a agir dentro “daquilo que nos é permitido” para retirar a jovem da rua.
“A questão é que nada a pode impedir de se insinuar na via pública”, considera o autarca que adianta também que a GNR tem reforçado as rondas no local com o objectivo de dispersar qualquer movimento “suspeito”. “O que apurámos é que prostituição não é crime, lenocínio é que é considerado crime e portanto temos que tentar uma solução dentro daquilo que nos é permitido por lei”, refere Francisco Rolo, garantindo estar atento ao problema e empenhado em retirar a rapariga desta “alegada prática”, e integrá-la num programa de inserção. “Vamos tentar recuperá-la desta situação de fragilidade social e dar-lhe uma ocupação”, refere ainda o autarca, sublinhando que a situação está perfeitamente sinalizada pelas várias entidades públicas.

 

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