Líder do PSD critica falta de apoios concretos para os agricultores afetados pelos incêndios

rio em OH

Rui Rio esteve em Oliveira do Hospital e falou sobre a “discriminação” entre as perdas do setor da agricultura e as perdas do setor industrial.

O presidente do PSD, Rui Rio, criticou, durante a deslocação a Oliveira do Hospital na passada sexta-feira, a falta de apoios concretos do Governo para os agricultores afetados pelos incêndios de outubro de 2017.

“Ao contrário do que supunha, não há apoios concretos para a agricultura ligados aos incêndios. O único apoio que houve foi a isenção da Taxa Social Única, tudo o mais são regras que já existiam”, disse o líder social-democrata.

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita a uma queijaria de Oliveira de Hospital atingida pelos fogos, Rui Rio salientou que os agricultores, quando se candidatam a apoios por prejuízos causados pelos incêndios, têm de se comportar como se estivessem a iniciar a atividade pela primeira vez.

Para o presidente do PSD, esta situação “dá uma grande impossibilidade das pessoas se relançarem, até porque os apoios são conferidos com base numas tabelas que estão muito abaixo do que são os valores de mercado e, portanto, a possibilidade das pessoas se relançarem é muito complicada”.

“Não tinha a noção de que havia uma discriminação tão grande entre aquilo que são as perdas do setor da agricultura e as perdas do setor industrial, que também não está bem, mas ainda assim está menos mal do que a parte agrícola”, sublinhou.

O antigo presidente da Câmara do Porto disse que encontrou uma “realidade pior do que estava à espera”, apesar de ter passado mais de meio ano depois dos incêndios de outubro, que afetaram significativamente o concelho de Oliveira do Hospital.

Na visita que efetuou ao concelho, o líder do PSD deslocou-se também ao Centro de Saúde local, onde criticou a inoperacionalidade do equipamento de RX, que está avariado desde 28 de fevereiro.

“Constatei que existe uma máquina de radiologia, que, por um arranjo que se estima pouco acima de 300 ou 400 euros, está parada há mais de dois meses e a técnica responsável também está parada”, frisou.

Segundo Rui Rio, com o processo de descentralização que o PSD assinou com o Governo, “e que deverá ser uma realidade em breve, qualquer Centro de Saúde que tenha necessidade de um arranjo de 300, 400 ou 500 euros a máquina não fica seguramente dois, três ou quatro meses parada”.

O líder social-democrata visitou ainda o local onde pararam as obras do IC6, que deveria ligar o IP3 à Covilhã, mas que não chegou ainda a Oliveira do Hospital, uma carpintaria na zona industrial e habitações destruídas pelos fogos de outubro.

 

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