Mais de 10 oliveirenses internados após o fogo. Quatro são “preocupantes”

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O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital informou que mais de dez pessoas já tiveram alta hospitalal após o fogo de 15 de outubro, mas que “há ainda mais de 10 pessoas internadas e quatro são preocupantes”.

À Rádio Boa Nova sobre o estado dos feridos do incêndio de 15 de outubro, José Carlos Alexandrino deu conta da sua satisfação pela boa recuperação das vítimas. “Há mais de 10 pessoas que já tiveram alta, ainda que muito debilitadas”, referiu o autarca que desde o trágico incêndio tem acompanhado o estado dos feridos e agora regozija-se por receber alguns na Câmara Municipal, que ali acorrem também para pedir a ajuda do município para a recuperação das suas vidas, seja ao nível de trabalho, seja da própria saúde. Deu o exemplo de um ferido que se encontra sem trabalho e de um jovem da sua freguesia que precisa de apoio para a compra de pomadas necessárias à sua recuperação.

O autarca adiantou, porém, que “há ainda mais de 10 pessoas internadas e quatro são preocupantes”. “Duas pessoas estão internadas no S. José com apoio de ventilação”, referiu, notando que os restantes casos se encontram no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. É o caso da pequena Leonor, a menina de 11 anos, que ficou gravemente ferida no incêndio quando tentava fugir ao fogo de carro com os seus pais. “O caso da princesa Leonor ainda nos preocupa”, referiu José Carlos Alexandrino, notando contudo a menina tem estado “a evoluir favoravelmente”. “A equipa médica tem muita esperança na sua recuperação. Estamos todos animados porque vamos ter a nossa princesa ao pé do pai. Não terá a sua mãe para a receber, mas terá a sua avó e a sua família”, disse.

Alexandrino garante estar ao lado das vítimas do incêndio, na certeza de que não deixará que ninguém passe por necessidades ou fique sem teto. Espera que a anunciada indemnização para as famílias das vítimas mortais seja uma realidade o quanto antes. Para o autarca os dinheiro “é simbólico, porque não há dinheiro que pague a vida de uma pessoa, mas considera que “as indemnizações devem ser rápidas”. Também apela à rapidez na recuperação das habitações ardidas. Para o efeito, Alexandrino já entrou em contacto com as universidades de arquitetura de Coimbra e do Porto para darem a sua ajuda no processo de reconstrução das casas ardidas.

 

 

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