Mais de dois milhões para requalificar Estrada da Beira

Folha do Centro - Mais de dois milhões para requalificar Estrada da Beira

Infraestruturas de Portugal adjudicou a obra. São 17 quilómetros para requalificar, entre o nó de Tábua e o limite do distrito de Coimbra/Guarda.

«Como diz o povo, “mais vale tarde do que nunca”». Palavras de José Carlos Alexandrino, presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, congratulando-se com a adjudicação da empreitada de requalificação da Estrada da Beira (EN17) entre o nó de Tábua e o limite do distrito de Coimbra/Guarda, ontem anunciada pela Infraestruturas de Portugal (IP). Satisfeito com a obra, «exigida há muito e até agora sem resposta», o autarca recorda que o concurso apontava para um valor de quatro milhões de euros e sublinha que se trata de uma obra que, apesar de «pecar por tardia», «vai assegurar uma melhoria das condições de piso e sinalização», que reputa como «muito importantes» para quem circula na EN17.

Todavia, esta requalificação não resolve o problema das acessibilidades», faz notar o autarca, que lembra a promessa de avançar, também, com a requalificação da EN 230-2, entre Vendas de Galizes e o limite do concelho, em Alvôco das Várzeas. Mas mais importante, enfatiza José Carlos Alexandrino, «é continuar o IC6 até Oliveira do Hospital e ligá-lo à A25, em Celorico».

Uma reivindicação de longa data, que «continua em cima da mesa», assegura. «Enquanto o IC6 e o IC7 não estiverem concluídos esta luta continua», promete, recordando que recentemente teve uma reunião com o responsável da IP e aguarda que os novos governantes se «inteirem dos dossiers» para depois pedir uma reunião com a tutela.

«Não me calarei enquanto o IC6 não estiver concluído, porque por ele passa o desenvolvimento de todos estes concelhos», garante Alexandrino, adiantando que nem de longe nem de perto vai reduzir a pressão por o atual Governo ser do Partido Socialista.

A requalificação da EN17 contempla 17 quilómetros, numa zona com um «elevado volume de tráfego, nomeadamente tráfego pesado», refere a IP, salientando que, muito embora em grande parte da sua extensão possua caráter não urbano, este troço inclui o atravessamento de povoações como Venda da Esperança, Vendas de Galizes, Senhor das Almas, Oliveira do Hospital, Catraia de S. Paio, Chamusca da Beira e Póvoa das Quartas.

A obra, que representa «um investimento superior a dois milhões de euros», tem um prazo de execução de 270 dias e «irá melhorar de forma significativa as condições de circulação e segurança para os automobilistas que diariamente utilizam a EN17», diz a IP.

A empreitada inclui a repavimentação do troço, aumentando as condições de aderência e regularidade, reposição e adequação da sinalização e equipamento de segurança, colocação de guardas metálicas, incluindo dispositivos de proteção a motociclistas e construção pontual de passeios. Inclui, ainda, limpeza, regularização e reperfilamento de bermas, reabilitação do sistema de drenagem das águas pluviais e trabalhos ambientais de tratamentos de zonas adjacentes à plataforma rodoviária, bem como a pintura do fontanário ali existente.

Manuela Ventura

 

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