Marido propõe-se devolver prendas de casamento aos convidados por supostas traições da mulher

Folha do Centro - Marido propõe-se devolver prendas de casamento aos convidados por supostas traições da mulher

Caso foi tornado “público” em Travanca de Lagos.

Na pacata aldeia de Travanca de Lagos não se comenta outra “vida”. Um marido ofendido com o comportamento alegadamente adúltero da esposa não esteve com meias medidas e decidiu, ontem de manhã, expor publicamente o “caso” aos seus conterrâneos através de um comunicado afixado em vários postes de iluminação pública da povoação.

Uma atitude ainda mais “insólita” por quanto o autor da denúncia se mostra disposto agora, passados alguns anos do casamento, a “indemnizar” todos aqueles que assistiram ao enlacee que ouviram, tal como ele, as promessas de amor eterno da noiva, e que rezam os bons princípios que sejam “até que a morte nos separe”.

No comunicado espalhado por vários locais públicos da aldeia, o marido fez saber que o seu “casamento teria chegado ao fim”, alegadamente pela sua formação não ser “compatível” com as supostas infidelidades da mulher, que, diz claramente, “gostava de ir para a cama com colegas de trabalho”. “A minha formação não me permite tolerar isto, como não me permite também enganar as pessoas assim”, esclarece o marido alegadamente “traído”, aproveitando para informar a “quem interessar este assunto” de que está disponível a indemnizar os convidados que “fizerem prova que estiveram na boda” do valor que gastaram na prenda para os noivos.

“Por não ter outro meio de o fazer vinha por este comunicado alertar as pessoas que assistiram à boda que se deixarem aqui em baixo nesta folha os seus contactos irei recolher os mesmos no decurso da próxima semana e entrarei em contacto convosco”, pois “se fizerem prova da vossa presença no casamento bem como da importância gasta com a prenda proponho -me a indemnizá-los a todos”, informa, no mesmo comunicado dirigido à população de Travanca, onde, todavia, o casal nunca residiu, sendo apenas a terra natal da esposa e por esse motivo o local escolhido para o “pregão”.

Na aldeia não se fala noutra coisa, pois “nunca tal coisa se viu”, mesmo quando há “motivos para escândalo”, diz quem não chegou a ver o comunicado, mas condena os métodos utilizados.

 

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