Matadouro de Oliveira do Hospital encerra e 42 trabalhadores ficam desempregados

Matadouro

Os acionistas do Matadouro Regional da Beira Serra, em Oliveira do Hospital, decidiram dissolver a sociedade, ficando os seus 42 trabalhadores no desemprego, informou hoje a administração.

“A parte fabril já deixou de funcionar”, disse à agência Lusa o presidente do conselho de administração da empresa, Manuel Pássaro, indicando que “a sociedade em si ainda não está liquidada”, permanecendo a área administrativa em laboração.

A extinção da sociedade anónima, que reúne dezenas de acionistas e na qual o município de Oliveira do Hospital detém 2,22% do capital, resultou de uma deliberação da assembleia geral, realizada no dia 1 de junho. Representando “mais de 75% do capital”, os acionistas presentes na reunião votaram por unanimidade a favor da dissolução, segundo Manuel Pássaro. “Há anos que a situação económica e financeira da empresa vinha a degradar-se”, registando atualmente “perdas de mil euros por dia”, adiantou, frisando que “não há dívidas ao Estado e os salários dos trabalhadores estão todos em dia”.

O presidente da sociedade disse que “não era possível” manter o Matadouro Regional da Beira Serra em atividade, apesar de a atual administração “ter tentado aguentar a situação”, sempre com resultados negativos. “Entrámos em funções há três anos, na perspetiva da sua recuperação”, sublinhou.

Manuel Pássaro recordou que o Matadouro foi criado há cerca de 30 anos, “essencialmente com o objetivo de abater animais da zona”. Por um lado, “deixámos de ter animais para abate”, mas, por outro lado, “também deixámos de ter clientes”, afirmou.

O presidente do Matadouro da Beira Serra explicou que a maioria dos clientes, os talhos, encerrou nos últimos anos, face à concorrência das grandes superfícies comerciais que se foram instalando na região, que dispõem das suas próprias redes de abastecimento de carnes.

 

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