Feira do Porco e do Enchido de Meruge afirma-se como “marca” do concelho

Feira Porco Meruge 2012

Milhares de pessoas visitaram feira anual.

Dez anos depois da primeira edição, a Feira do Porco e do Enchido de Meruge voltou a provar a sua vitalidade, e nem mesmo a crise afastou os vários milhares de pessoas daquele que já é considerado um dos maiores eventos lúdico gastronómicos da região. O Terreiro do Santo e a Laje Grande voltaram a ser o palco privilegiado desta feira que, uma década depois de ter sido iniciada, apresenta-se cada vez mais renovada em termos de animação, mas também na diversidade de produtos locais à venda. Com mais de 100 expositores presentes, a feira dá destaque aos produtores de enchido e fumeiro tradicional, a fazer jus às tradições ancestrais da freguesia, havendo ainda à venda outros produtos locais de qualidade, como o pão, os bolos, o queijo, e as deliciosas bolas confecionadas no forno comunitário.
Dez anos a promover uma tradição antiga de Meruge e das suas gentes, conhecidas pelo negócio da carne de porco, que a Junta de Freguesia em parceria com a Associação de Desenvolvimento do Vale do Cobral, voltam a homenagear em 2012, acreditando que, além da projeção da freguesia, esta é também, em termos económicos, uma resposta à crise, na medida em que se assistiu, ao longo da última década, ao retomar desta atividade comercial.
Parceiro deste evento grande da freguesia tem sido o Município de Oliveira do Hospital, que reconhece o esforço enorme da Junta de Meruge para divulgar e projetar esta feira no exterior, colocando-a hoje num patamar já muito acima de outros eventos que se realizam no concelho. O presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, não tem dúvidas que pela sua dimensão, em termos de visitantes e participantes, a Feira do Porco e do Enchido é atualmente um dos três maiores acontecimentos no concelho, colocando-a imediatamente a seguir à Feira do Queijo e à EXPOH. “Esta é uma marca forte em termos de marketing do próprio concelho”, entende o edil, dizendo claramente que prefere ter menos eventos anualmente em Oliveira, mas com qualidade, do que muitos e sem visibilidade, até porque “os tempos são de dificuldades e obrigam-nos a ter de limitar as verbas”, atalhou. “Essa é a seleção que quero fazer, aquela que tem a ver com o patamar que determinados eventos já conseguiram atingir e apoiar os mais significativos”. Alexandrino rejeita aliás as críticas que dão “estes dinheiros como mal gastos”, julgando que, nesta matéria, o Município precisa é de ser “mais ambicioso” e de fazer desta feira uma marca ainda maior do que já é atualmente. Satisfeito com o sucesso de mais uma edição da Feira do Porco e do Enchido, o autarca não deixou de lamentar a recente proposta de extinção de freguesias, dizendo que esta põe em causa a identidade e as tradições de cada freguesia, reforçada muitas vezes nestes eventos.

 

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