Ministério da Educação cria um só mega agrupamento de escolas em Oliveira

Folha do Centro - Tesoureiro da escola secundária suspeito de alegado desvio “continuado” de dinheiro

Cordinha, Lagares da Beira, Vale do Alva, Brás Garcia de Mascarenhas e Secundária reúnem quase três mil alunos.

O Ministério da Educação e Ciência acaba de concluir o processo de agregação de escolas, confirmando-se a constituição de um único mega agrupamento em Oliveira do Hospital, que aglutina os quatros agrupamentos, mais a Escola Secundária, num total de cerca de três mil alunos.
A lista das novas unidades orgânicas foi divulgada esta quarta-feira à noite, em comunicado enviado à imprensa pelo ministério de Nuno Crato, onde é afirmado que “os agrupamentos agora criados têm uma dimensão equilibrada e racional”, e têm em conta “as características geográficas, a população escolar e os recurso humanos e materiais disponíveis”. “Criam estruturas verticais, que facilitam o percurso escolar dos alunos e a articulação entre os diversos níveis de ensino”, pode ler-se no mesmo comunicado, onde é referido que algumas agregações resultam de propostas diferentes das apresentadas pelo Ministério da Educação, mas sendo “consistentes e obtendo consenso na comunidade educativa, foram aceites”. Uma realidade que não se confirma em Oliveira do Hospital, que depois de ter adiado o processo de agregação de escolas no ano letivo anterior, condicionando esta discussão à realização do projeto educativo local (PEL), acabou por ser sair penalizado, uma vez que a proposta inicial da DREC previa a criação não de um, mas de dois mega agrupamentos no concelho. Em causa estaria a agregação da Cordinha com Lagares da Beira, e o Vale do Alva com o Brás Garcia de Mascarenhas e Escola Secundária, que embora não resultassem num amplo consenso das comunidades educativas, começou a ser encarado como um “mal necessário” face às diretivas da tutela nesta matéria.
Numa reunião realizada em dezembro na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, entre a diretora regional e os diretores dos agrupamentos de escolas do concelho, Cristina Oliveira acabou por surpreender a comunidade educativa local com aproposta de criar um único mega agrupamento, dizendo mesmo querer “acabar com as capelinhas” em Oliveira do Hospital. Uma posição que foi duramente criticada pelo executivo municipal que considerou a proposta demasiado “radical” e reveladora de desconhecimento das dinâmicas locais.À vereadora da educação, Graça Silva, não lhe restavam dúvidas que o modelo proposto pela diretora regional só iria criar instabilidade nos agrupamentos, que se já não concordavam com a agregação a “dois”, menos vão estar de acordo com a fusão total. Apesar deser conhecida a posição da Câmara Municipal contra a proposta de reorganização escolar proposta pela DREC, ontem ninguém do executivo quis reagir às notícias da constituição dos novos mega agrupamentos, com o argumento de que “não houve qualquer informação oficial sobre o assunto”. Por esclarecer fica também o papel do PEL neste processo e o trabalho coordenado por António Rochete, que sustentou uma solução diferente da apresentada pelo Ministério de Nuno Crato.
Os novos agrupamentos entram em funcionamento logo que as novas Comissões Administrativas Provisórias (CAP) sejam nomeadas, sendo que as escolas que os constituem continuarão a funcionar normalmente.

 

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