Ministério Público arquiva queixa crime do Movimento de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões relacionada com reconstrução de casa de primeira habitação em Felgueira Velha

casa Felgueira Velha

casa Felgueira Velha 2Alexandrino desafia representantes do MAAVIM a apresentarem publicamente contas dos donativos recebidos.

O Ministério Público acaba de arquivar a queixa crime apresentada pelo Movimento de Apoio às Vitimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) relacionada com o processo de reconstrução de uma casa de primeira habitação em Felgueira Velha, freguesia de Seixo da Beira.

Depois de ter enfrentado as várias denúncias daquele movimento na comunicação social e nos tribunais sobre a forma como tem sido conduzido o apoio às vitimas do grande incêndio de 2017 no concelho de Oliveira do Hospital, nomeadamente o processo de reconstrução das casas de primeira habitação, o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital fez questão de se deslocar, ontem, à Felgueira Velha, com o objetivo de repor a “verdade de muitas mentiras que têm sido ditas a propósito da reconstrução das primeiras habitações”, informando que o Ministério Público através de uma investigação da PJ “acaba de arquivar o processo da Casa do Cantoneiro”.

“Como todos sabem esse individuo (representante do MAAVIM) fez muitos filmes no seu facebook a denunciar que esta casa não era de primeira habitação e que teria sido apoiada ilegalmente”, recordou o autarca, lamentando que os habitantes da conhecida Casa do Cantoneiro “tenham sido tratados nalguma imprensa como uns vigaristas, denegrindo o seu nome e a sua imagem”.

Numa declaração aos jornalistas na Felgueira Velha, o autarca lembrou ainda que esta é a terceira queixa apresentada pelo MAAVIM relacionada com a reconstrução de casas destruídas pelo incêndio de 2017 que acaba arquivada. “A Câmara de Oliveira do Hospital trata todos por igual mas não pode deixar de lamentar que alguns queiram as regras para os portugueses, não queiram que as mesmas regras se apliquem aos estrangeiros, eles lá sabem porquê”.

Em resposta aos processos movidos pelo MAAVIM, e que não resultaram em qualquer acusação, José Carlos Alexandrino deixa o desafio aos dirigentes daquele Movimento para eles próprios prestarem contas dos donativos que lhe foram entregues “tal como a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital fez, tornando essa lista de forma pública”. “Ouço por aí muita coisa, mas nunca fiz nenhuma denúncia para nenhum órgão público, até porque aquilo que se ouve muitas vezes só são suspeições e eu não utilizo métodos pidescos para derrubar os meus opositores como alguns fazem em relação a este executivo”, referiu o autarca, ladeado pelo proprietário da Casa do Cantoneiro que agora se prepara para processar os dirigentes do MAAVIM  por denúncia caluniosa.

José Manuel Fernandes diz não ter tido conhecimento que a Polícia Judiciária andava a investigar o seu caso, entendendo que o seu processo esteve sempre “carregado de honestidade e de verdades”. “Pelos danos morais, pelos danos psicológicos que esse senhor me causou, é óbvio que tenho intenção de lhe mover um processo. Esse homem (Nuno Pereira) não só não o conheço, não me apoiou, e ainda denegriu a minha imagem e da minha esposa, atirando-me para o ridículo, que ainda hoje estou a sofrer com os danos causados por esse senhor”, afirmou o habitante de Felgueira Velha, visado pela queixa crime do MAAVIM.

Perante os factos apurados, o Ministério Público não considerou que os visados tivessem praticado um crime de burla por utilização indevida de dinheiros públicos, e decidiu pelo arquivamento do processo.

 

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