Ana Abrunhosa visitou ontem Oliveira do Hospital e conheceu as intenções de investimento dos principais “atores” do território.
Depois de um longo período de negociação e contratualização, os municípios vão poder finalmente apresentar as primeiras candidaturas aos fundos do Portugal 2020, ainda esta semana.
O anúncio foi feito ontem em Oliveira do Hospital pela presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, que se deslocou ao concelho a convite da Câmara Municipal, para conhecer in loco as intenções de investimento dos oliveirenses, nos mais diversos setores.
Consciente das críticas relativamente ao tempo que demorou a vir para o terreno o programa operacional da região para as autarquias, Ana Abrunhosa aproveitou para adiantar que já esta semana deverão abrir os três primeiros avisos para as áreas da saúde, cultura e educação, colocando finalmente os autarcas e os municípios em condições de apresentar as primeiras candidaturas. Também na área da regeneração urbana, onde há um conjunto significativo de apoios disponíveis, vai ser possível, segundo a presidente da CCDRC, fechar as negociações e aprovar os Planos Estratégicos apresentados pelos municípios, até finais de fevereiro, colocando assim o Portugal 2020 a “100%” no terreno. “A partir de agora estamos com os programas operacionais regionais todos em funcionamento quer para os projetos empresariais, quer para os projetos municipais que também são importantes para a competitividade e coesão social e territorial”, fez notar Ana Abrunhosa, que se mostrou agradada com o dinamismo revelado pelos diferentes atores do concelho. “Tivemos a tomar contacto com as intenções de investimento quer públicas, quer privadas e parece-nos que se enquadram bem naquilo que é a filosofia do apoio do Portugal 2020”, afirmou, satisfeita com os projetos que lhe foram apresentados, pois “enquadram-se claramente nas perspetivas de investimento deste quadro que já está numa velocidade de cruzeiro no que diz respeito a projetos empresariais”.
Dando apenas algumas pinceladas sobre aquilo que são as oportunidades de investimento para o setor empresarial e social, a presidente da CCDRC mostrou disponibilidade para no próximo dia 16 a sua equipa regressar a Oliveira do Hospital e nessa altura, conhecer mais concretamente os projetos que estão em carteira e ajudar a encaminhá-los para as respetivas linhas de apoio. “Não é por falta de projetos, nem por falta de iniciativa que não haverá iniciativa em Oliveira do Hospital”, considerou, de resto, a presidente da CCDRC, congratulando-se pela articulação que foi possível estabelecer entre os parceiros de desenvolvimento local e regional, nomeadamente a autarquia e a ADIBER, também enquanto entidade gestora dos fundos comunitários para a região da Beira Serra.
Considerando que grande parte dos apoios do Portugal 2020 está canalizado para a competitividade das PME´s, Ana Abrunhosa não deixou de fazer um aviso aos empresários interessados em apresentar candidaturas, lembrando sobretudo a importância dos seus projetos estarem suficientemente “amadurecidos” para não correrem riscos desnecessários. “Isto não é para desanimar, mas é importante que sustentem as suas candidaturas”, advertiu, dizendo claramente que “ninguém dá nada a ninguém” e que os investidores têm de ter capacidade financeira e humana para acompanharem os projetos.
Igualmente agradado com a adesão e o interesse dos empresários locais em relação aos novos programas de apoio, mostrou-se o presidente da Câmara Municipal, José Carlos Alexandrino, que deu ontem a conhecer essa “dinâmica” de investimento à presidente da CCDRC. “Ninguém duvida que um território só consegue sobreviver se tiver empresas e empresários capazes de criar riqueza e Oliveira do Hospital é um bom exemplo disso”, afirmou o autarca, desafiando Ana Abrunhosa a atribuir ao concelho uma fatia de 10 milhões de euros, no âmbito da candidatura do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano. “Seria uma boa negociação, mas temos consciência que não poderemos lá chegar”, referiu Alexandrino, considerando que Oliveira deveria ser descriminado positivamente pela sua dinâmica empresarial.



