Novo lar pode ajudar a criar “cluster” na área da deficiência

Folha do Centro - Novo lar pode ajudar a criar “cluster” na área da deficiência

Misericórdia de Galizes mostrou à comunidade obras do novo lar residencial, num investimento superior a dois milhões de euros.

Só estão concluídas no final deste ano, mas a direção da Santa Casa da Misericórdia de Galizes fez questão de mostrar à comunidade o “ponto de situação” dos trabalhos do novo lar residencial para utentes portadores de deficiência. Um investimento superior a dois milhões de euros que se encontra a mais de “meio” caminho, prevendo-se que venha colmatar uma lacuna sentida nesta área, não apenas no concelho, mas na região e no país, onde é notória a falta de “camas” para pessoas deficientes.
Em termos de capacidade esta é uma obra que vai permitir à Santa Casa da Misericórdia de Galizes receber mais 41 utentes, 36 em regime de internato no lar e cinco na residência autónoma, o que se reflectirá também na criação de mais algumas dezenas novos postos de trabalho, apontando para 40 a 60 novos funcionários. Com metade da obra executada, mas ainda sem qualquer garantia da parte da Segurança Social relativamente ao seu funcionamento, o provedor da Santa Casa, Bruno Miranda, só espera que no final “o Estado cumpra com as suas obrigações” , até porque “não é viável investir-se tanto em obras desta natureza e depois não lhes dar o respetivo apoio”. “A nossa expectativa é positiva porque esta é uma obra que vem preencher uma lacuna a nível nacional”, considera o provedor, dando nota das extensas listas de espera que existem neste setor social em particular, e às quais o Estado se propôs dar resposta através do financiamento deste equipamento. “Acreditamos que esta obra vai ser um forte contributo nesse sentido, porque as famílias não têm condições para estar a cuidar dos seus deficientes e penso que o Estado também não se vai demitir desse seu papel social”, afirmou Bruno Miranda, durante a visita às obras do futuro lar da Misericórdia.
Uma infra estrutura financiada pelo POPH, que ainda assim tem consumido grande parte do esforço financeiro da instituição que prevê gastar entre 400 a 500 mil euros, naquele que é o maior investimento hoje em curso no concelho, e ainda o maior de sempre na área social.

“Nova centralidade” no apoio à deficiência

Uma obra de grande dimensão que, segundo o vice presidente da Câmara de Oliveira, José Francisco Rolo, vem dar uma “nova centralidade” ao concelho, em termos de respostas sociais na área da deficiência. “Oliveira criou aqui uma espécie de “mini cluster” na área da deficiência ou se quiserem ganhou uma grande resposta na área da deficiência”, afirmou o vereador da ação social, referindo-se não apenas a este investimento, mas também às duas novas residências autónomas que foram atribuídas à ARCIAL, e que já se encontram concluídas.
“Acreditamos que Oliveira do Hospital pode ganhar uma centralidade que advirá do grau de especialização nesta área, desde as crianças, aos jovens até à fase terminal da vida destes cidadãos”, defendeu, não tendo dúvidas também do contributo desta obra para o crescimento da “economia social” no concelho, que hoje é responsável por mais de 600 postos de trabalho.
Um setor em franco desenvolvimento que a autarquia quer continuar a ver apoiado, pois seria “absurdo que o Estado num determinado momento aprovasse os projetos e depois mais à frente deixasse de alocar recursos financeiros para edifícios que ajudou a construir e equipar”, entende Rolo, prometendo estudar com a própria ESTGOH a ideia do “cluster” na área da deficiência, nomeadamente a formação de recursos humanos altamente especializados neste setor, de forma a Oliveira do Hospital se assumir como um “centro especializado no apoio, acompanhamento e reabilitação de pessoas com deficiência”.

 

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