Oliveira do Hospital aprova orçamento igual ao de “há dez anos”

Folha do Centro - Oliveira do Hospital aprova orçamento igual ao de “há dez anos”

Alexandrino admite que este foi o plano mais difícil de sempre de construir.

A assembleia municipal de Oliveira do Hospital aprovou as grandes opções do plano e orçamento para 2014, naquele que foi considerado pelo presidente da Câmara o documento mais difícil de sempre de construir tendo em conta as restrições financeiras que estão impostas aos municípios, mas também as novas opções politicas que o seu executivo vai ter de tomar.

“É um orçamento com alguns desafios e o primeiro que caminha para a base zero”, aludiu o presidente da edilidade, admitindo que este é o “orçamento possível”, tendo subjacente o equilíbrio financeiro do Município. “Podíamos ter um orçamento diferente com mais ambição, mas temos de saber se queremos um plano que nos conduza a uma situação de rutura”, explicou o edil, considerando mais importante nesta fase “ter a Câmara Municipal numa situação estável” em que trabalhadores e fornecedores recebam a “tempo e horas”.

“Não é verdade que quando cá chegámos os cofres estavam cheios, isso era se não tivéssemos dívida, e havia um empréstimo de 5 milhões de euros para pagar”, recordou Alexandrino, para quem o orçamento de 19 milhões de euros está ao nível de 2003.“Recuámos à volta de 10 anos”, afirmou, assumindo desde já a necessidade de se agendarem novas opções políticas face aquilo que promete ser também o próximo quadro comunitário, em que “a noção de obra física se está a acabar”.

Assumindo o voto contra as opções anunciadas pelo executivo do PS, a bancada do PSD criticou sobretudo a “falta de rasgo” do documento que irá ser o guião do atual executivo, nomeadamente a ausência de investimento municipal na área do desenvolvimento económico. “Gostava de ver onde estão os 500 mil euros para apoio às empresas publicitados em campanha”, questionou o líder da bancada laranja, Luís Correia, que viu secundadas as suas críticas ao orçamento por parte dos eleitos Nuno Vilafanha e Nuno Caetano que assinalaram a ausência de “rumo” deste plano e ainda a falta de estratégia de investimento no setor do turismo. (leia mais na edição impressa)

 

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