Oliveira do Hospital celebra 40.º aniversário da Revolução de abril

Folha do Centro - Oliveira do Hospital celebra 40.º aniversário da Revolução de abril

A inauguração da exposição “40 anos a festejar Abril”, organizada pela Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital, marcou o arranque das comemorações municipais da revolução dos cravos em Oliveira do Hospital.

A exposição, que pode ser apreciada até dia 4 de maio, apresenta ao visitante um olhar sobre vários aspetos da revolução de 25 de abril de 1974, como um conjunto de postais sobre os murais onde ficaram os testemunhos dos cidadãos anónimos; as fardas utilizadas pelos militares naquele dia e várias medalhas dos partidos eleitos à Assembleia Constituinte de 1975.

A exposição “40 anos a festejar Abril” pretende “assinalar um período da história do nosso país: o antes, o durante e o depois do 25 de abril”, como explicou a vereadora da Cultura e Educação, Graça Silva. Entre os vários pontos de interesse, “destaca-se a mostra de publicações periódicas que demonstra de que forma a comunicação social fez eco da revolução”, no dia 26 de abril de 1974, como adiantou Graça Silva. A vereadora destacou também a ata de tomada de posse da Comissão Administrativa do Município, que integra este espólio, e dirigiu um agradecimento público a todos os que colaboraram nesta exposição, cedendo objetos que agora podem ser apreciados por todos.

Na passada sexta-feira foi também apresentado o programa das comemorações dos 40 anos do 25 de abril no Município de Oliveira do Hospital, que decorre até dia 27, e envolverá exposições, debates, tertúlias, animação de rua e atividades desportivas, um festival de artes e concertos de homenagem, e uma sessão solene evocativa da efeméride. “Dizer que é um programa apelativo e vasto, é pouco”, constatou a vereadora Graça Silva que concluiu, o “desafio é para estarem connosco ao longo dos vários momentos”.

Frisando que o “executivo tem dado dignidade a estas comemorações” nos últimos anos, o presidente da Câmara Municipal entende que este programa “bastante vasto” pretende conceder a estas comemorações “a sua dimensão” e “dizer, que no concelho de Oliveira do Hospital queremos continuar com os mesmos princípios do 25 de abril”. Crítico quanto à “passividade das pessoas em relação à perda de direitos e conquistas” da revolução, José Carlos Alexandrino considerou ser necessário “repensar abril e modificar muitas coisas” nos vários domínios públicos, como na justiça, saúde ou educação, para “deixar uma sociedade melhor do que aquela que encontrámos”.

A anteceder a sessão solene do 40.º aniversário da revolução dos cravos, a manhã do feriado será preenchida com uma prova de atletismo, aberta a vários escalões e apadrinhada pelo atleta olímpico, Carlos Lopes, como anunciou o vereador do Desporto, Nuno Ribeiro. A realização de um encontro de futebol e pedestrianismo complementam a oferta desportiva.

Neste dia, terá início o Festival das Artes dinamizado no âmbito do Fórum das Comunidades Estrangeiras e que decorrerá na Casa da Cultura até 27 de abril. Considerando que a revolução de abril permitiu abrir o país ao mundo, o vice-presidente da autarquia lembrou as “novas oportunidades” que surgiram e permitiram acolher, muitos anos após o 25 de abril, “muitos cidadãos de várias nacionalidades que vieram enriquecer a diversidade e o pluralismo da nossa comunidade”. Com o contributo de mais de uma centena de cidadãos de várias nacionalidades tem sido possível “desenvolver um projeto único e pioneiro na nossa região” como frisou José Francisco Rolo referindo-se ao Fórum das Comunidades Estrangeiras, projeto através do qual Oliveira do Hospital se assumiu como “um concelho amigável para as comunidades estrangeiras”. Do envolvimento de todos, para “promover, a partir de Oliveira do Hospital, os valores da diversidade, da multiculturalidade, e do diálogo” surge agora este Festival das Artes que irá oferecer três dias repletos de música, exposições, poesia, performances, cinema e artesanato entre tantos outros atrativos. Mostrando-se visivelmente satisfeita com a organização deste festival, e em representação do grupo envolvido na sua preparação, Ellie Pothast dirigiu o convite – “queremos um festival para todos e por isso esperamos muitos portugueses para troca de experiências”.

 

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