Oliveira do Hospital combate “crise” de voluntários com Escolinha de Bombeiros

Folha do Centro - Oliveira do Hospital combate “crise” de voluntários com Escolinha de Bombeiros

Corporação arrancou com projeto de “captação” de crianças e jovens e conta neste momento com 75 novos voluntários.

Os Bombeiros de Oliveira do Hospital apresentaram domingo passado o seu mais recente projeto na área dos “recursos humanos”, e tem como objetivo combater a “crise” na entrada de novos voluntários para o corpo ativo. Trata-se da recém criada “escolinha de Bombeiros” e conta desde o início deste ano com 75 crianças e jovens dos 6 as 16 anos, que responderam ao apelo da instituição no sentido de se associarem à causa do voluntariado.
A ideia é “preparar o futuro”, diz o presidente da direção da Associação Humanitária dos BVOH, Arménio Tavares, satisfeito com a adesão “significativa” dos mais novos a este projeto, que tem como principal preocupação a permanente “renovação do corpo ativo dos bombeiros. É uma forma de incutirmos nos mais pequenos o espírito de voluntariado e até de os retirar de outros caminhos”, diz o dirigente, considerando esta uma boa forma de contornar a “crise” de vocações que se sente nomeadamente ao nível dos bombeiros voluntários, tentando assim captar assim novos soldados da paz. “Tivemos de preparar um plano de ataque a essa situação que se vem verificando um pouco por todo o lado, no sentido de criar aqui atividades capazes de atrair a entrada de futuros bombeiros”, explica Arménio Tavares, para quem “de 100 jovens se se aproveitarem 20 ou 30 é muito significativo, é bom para rejuvenescer o corpo de bombeiros”, considera, lembrando que a “crise” não passa só pelo corpo ativo, pois ao nível diretivo também “são sempre os mesmos a aparecer nas assembleias gerais”.
“Dos dois mil sócios pagantes que temos, aparecem um ou dois nas assembleias para além dos corpos sociais, é este o panorama que temos”, lamenta o presidente da direção, colocando à frente de qualquer outra preocupação os recursos humanos da associação, já que o resto com mais ou menos dinheiro, vai-se conseguindo.
Aliás em termos de equipamento e viaturas de combate e socorro, os Bombeiros de Oliveira do Hospital consideram-se neste momento, “bem apetrechados”. A chegada da nova viatura de combate a incêndios urbanos, inaugurada em conjunto com este projeto, era “o que nos fazia mais falta”, pois “tínhamos uma antiga, mas que já não estava de acordo com as necessidades”, explica Arménio Tavares, dando como completo o parque de viaturas, com este investimento. “A partir de agora estamos melhor apetrechados para combater um fogo urbano, pois temos no concelho várias indústrias de alto risco e fazia-nos falta uma viatura destas”, refere o presidente, aproveitando para lembrar o investimento feito na nova garagem, já em fase de conclusão, para arrumar muitas das viaturas que ultimamente dormiam ao “relento”.

Situação financeira estabilizada

Investimentos que apesar de tudo não desequilibraram as contas da associação, que fechou mais um ano, com resultados positivos. “Houve realmente uma quebra da receita ao nível dos transportes de doentes, mas pouco significativa” garante o presidente da direção, que esperava uma variação maior face às imposições do Ministério da Saúde nesta área. “Houve menos movimento que em 2011, mas a variação foi muito ligeira, isso tem também a ver com a área de cobertura dos bombeiros, nós aqui servimos 17 freguesias, mas o movimento depende sempre da parte clínica”, explica o dirigente, surpreendido até com os impactos menos negativos da nova legislação relacionada com o transporte de doentes para consultas externas. “No princípio houve uma situação de susto, mas cá continuamos à tona de água a fazer o nosso serviço, apesar de essa ser uma medida que não veio beneficiar em nada os bombeiros”, considera o presidente, que apesar destes constrangimentos, congratula-se com a saúde financeira da associação, longe do sufoco vivido por outras associações.

 

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