Oliveira do Hospital conta com duas cantinas sociais

Folha do Centro - Oliveira do Hospital conta com duas cantinas sociais

FAAD e Centro Social de Aldeia das Dez vão disponibilizar refeições a quem precisa.

A Fundação Aurélio Amaro Diniz e o Centro Social de Aldeia das Dez são as duas instituições oliveirenses que vão poder disponibilizar refeições quentes aos mais necessitados, no âmbito do programa de criação das cantinas sociais, lançado pelo Ministério da Segurança Social. O objetivo é dar resposta a situações de emergência alimentar que, à semelhança do que se passa no resto do país, também estão a atingir cada vez mais famílias no concelho de Oliveira do Hospital. Os protocolos para a disponibilização de refeições por parte destas duas IPSS’s já foram assinados e têm em vista a cobertura de duas áreas fulcrais do concelho: a malha urbana da cidade e a zona sul. Apenas a área norte do concelho ficou de fora, para já, desta nova resposta social. Em causa está o fornecimento de refeições a pessoas ou agregados familiares com declaradas dificuldades financeiras, e não a disponibilização por parte dessas instituições de um espaço físico para o servir as refeições. Ao todo, foram atribuídas ao concelho mais de uma centena de “acordos” para fornecimento de refeições, o que vem ao encontro de “dados evidentes de degradação das condições sociais em Oliveira do Hospital”, garante o vereador da ação social da autarquia, José Francisco Rolo, que não esconde a crescente taxa de desemprego no concelho, que em finais de setembro registava 1068 desempregados, entre eles 33 casais. “São dados preocupantes”, reconhece Rolo, lembrando não obstante o esforço do executivo na tentativa ir mais além que nesta área. A título de exemplo, o vice presidente da Câmara fala no programa Ativos Sociais, que nos últimos meses já beneficiou com um apoio pecuniário uma dezena de famílias em situação de grande precariedade. Uma medida excecional para casos excecionais, garante o vereador da ação social do Município, que tem com objetivo tentar encontrar soluções de emergência para situações “limite”, como são os casos mais frequentes de cortes de água e de luz, em agregados familiares com crianças. “Quando estão menores envolvidos também temos de ter uma atitude de proteção maior”, considera o autarca, sublinhando o facto do concelho estar munido de uma serie de instrumentos para fazer face a estas dificuldades financeiras das famílias. Apesar de não se identificar com a imagem de “caridade” que fica associada à criação das cantinas sociais, José Francisco acredita na mais valia deste modelo de apoio social, até porque, diz, “é mais um apoio numa altura de viragem em que ninguém sabe o que vem aí, mas não deverá ser bom”. “O que vai acontecer é um enorme desbaste dos apoios sociais”, antevê, dizendo-se preocupado com os cortes do RSI mergulhando ainda mais famílias em situação de pobreza. “As cantinas são mais um instrumento de apoio”, refere o vice presidente, dando conta da ajuda alimentar que a Câmara Municipal vem prestando através do Banco de Recursos, apoiando, neste momento, mais de 90 agregados familiares do concelho com bens de primeira necessidade.

 

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