Oliveira do Hospital mantém taxa de IMI nos 0,35%

Folha do Centro - Oliveira do Hospital entre as 55 câmaras do país com contas equilibradas nos últimos três anos

Proposta foi aprovada com um voto contra e quatro abstenções da bancada do PSD.

A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital aprovou a manutenção do Imposto Municipal sobre Imóveis nos 0,35%, considerando a taxa a aplicar aos contribuintes oliveirenses “intermédia” face aquilo que é praticado por outras autarquias da região que continuam a aplicar a taxa máxima ou próximo desse teto.

A proposta foi aprovada em reunião extraordinária da Assembleia Municipal, com um voto contra e quatro abstenções da bancada do PSD, tendo sido justificada pelo presidente da Câmara com o facto de não haver uma previsão concreta relativamente à manutenção ou não da receita proveniente deste imposto, já que até 30 de outubro deste ano “o valor recebido era inferior em cerca de 300 mil euros em relação a 2012”.

Num discurso claramente a abrir as “hostilidades”, o novo deputado do PSD, Nuno Vilafanha, criticou o facto do Município oliveirense não ter em conta as dificuldades por que as famílias e as empresas locais estão a passar para manter a taxa nos 0,35, considerando esta uma “má decisão”.“Deviam ter optado por libertar um pouco mais as pessoas nesta fase”, afirmou o eleito do PSD, julgando que ao manter a taxa de IMI inalterada, a autarquia está a proceder a um aumento “encapotado” deste imposto, uma vez que com as reavaliações dos seus imóveis e o fim da cláusula de salvaguarda “os munícipes já vão pagar mais IMI”.

Com esta medida, “só se pretendeu arrecadar mais receita, pensando pouco nas pessoas”, acusou o novo deputado social democrata, lamentando que “num tempo de dificuldades” os munícipes de Oliveira do Hospital não tenham merecido uma “maior ajuda” por parte do atual executivo que, concluiu, “parece não fazer tudo pelas pessoas”. “Uma redução do IMI iria beneficiar os particulares, mas também as empresas nomeadamente as da construção civil” defendeu Nuno Vilafanha que aproveitou a “deixa” para criticar novamente o “despesismo” da Câmara Municipal que em vez de se preocupar em limitar a despesas pública, opta por manter os impostos. “Chega de gastar dinheiro em futilidades, é imperativo repensar as festas e o dinheiro gasto com avenças, assessores e vereadores”, afirmou, reivindicando a redução da taxa de IMI para “o mínimo possível”. (leia mais na edição impressa)

 

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