Pais de menino de dois anos acusam educadora de infância de agredir violentamente o filho

Folha do Centro - Pais de menino de dois anos acusam educadora de infância de agredir violentamente o filho

O caso passou-se numa creche em Oliveira do Hospital e motivou o imediato afastamento da funcionária.

É um caso que está a chocar a comunidade oliveirense. Um menino de dois anos terá sido violentamente agredido pela educadora de infância, na creche que frequenta na cidade de Oliveira do Hospital, apresentando, à altura dos acontecimentos, ou seja, há cerca de dois meses atrás, marcas “bem visíveis” no rosto da suposta “fúria” da educadora.

Apesar deste tempo todo, o caso só agora foi denunciado publicamente pela família, que o fez inclusivamente nos últimos dias nas redes sociais, uma vez que a mãe terá preferido “acreditar” na versão da educadora, quando confrontada com os sinais de agressão que a criança apresentava, de que estes se deviam a uma queda que a criança terá dado enquanto brincava na sala. A “justificação” não convenceu, todavia, durante muito tempo a família que, perante alguns “rumores” de que os ferimentos “evidentes” na cara do menino não teriam sido provocadas apenas por uma queda mas por “algo mais”, decidiu, na semana passada, expor o problema à direção da instituição, que, por sua vez, confrontou a educadora, que, ao que apurámos, confessou imediatamente os atos, apresentando a demissão de funções.

“Depois de uma situação desta gravidade extrema a pessoa em causa já sabia o que lhe ia acontecer, iria ser alvo de um processo disciplinar e suspensa por justa causa, e então decidiu ela própria despedir-se”, refere ao nosso jornal, Clara Caçador, presidente da Casa da Obra D. Josefina da Fonseca, uma das mais antigas e prestigiadas instituições de apoio à infância do concelho de Oliveira do Hospital, que agora se vê confrontada com esta polémica sem “precedentes”.

Clara Caçador garante que a instituição fez “aquilo que tinha de fazer” a partir do momento em que tomou conta da ocorrência, não tomando medidas mais cedo, porque “ a informação nos foi sonegada”, explica. “A instituição é apanhada completamente de surpresa com esta situação, inclusivamente a mãe não se dirigiu a ninguém responsável a relatar o caso”, assegura a diretora, julgando, contudo, a atitude da profissional em causa “inqualificável”. “Nós teríamos agido logo se nos têm informado” até porque se há fotografias do menino desfigurado “é porque a mãe não confiou na versão da educadora, e devia ter feito logo queixa”, refere a presidente, fazendo notar que a instituição, em tantas décadas de prestação de serviço à infância, nunca foi envolvida num caso desta “gravidade”. Aliás, a educadora em causa “está connosco desde 2007 e nunca houve queixas dela, os miúdos adoravam-na”, garante Clara Caçador, lembrando que nada fazia prever que a profissional em questão, apesar de ser conhecida como uma jovem “impulsiva”, pudesse cometer um ato desta natureza.

“Aquilo que sabíamos é que ela estava a passar por um período complicado em termos pessoais e provavelmente não estaria no seu normal, mas mesmo no «auge» da sua perturbação nada justifica uma atitude destas”, considera a presidente da Casa da Obra, lamentando que esta situação esteja a afetar todos as profissionais da instituição, que temem ser “confundidas” com este caso. “Isto pode ter repercussões muito graves dado o alarme social que se gera”, entende Clara Caçador, lembrando, todavia, que a instituição “agiu imediatamente assim que soube da situação”, confrontando a educadora e “no dia a seguir já estávamos a falar com os pais”.

Num “post” publicado este sábado na sua página do facebook, a mãe do menino, Ana Isabel Almeida, não só deu a conhecer nesta rede social algumas fotos que “incriminam” a educadora, que mostram a cara do filho “Santiago” visivelmente machucada, como questão de “espalhar” a sua revolta perante aquilo que classifica de “monstruosidade” cometida contra uma criança de dois anos que “não se consegue defender”. “A cobardia que esta senhora teve com uma criança de dois anos é imperdoável, nem com animais”, escreve a mãe, que recrimina ainda mais o ato, vindo de uma pessoa que inclusivamente já foi catequista em Oliveira, passando a “palavra de Deus”. “Espero que mais nenhuma criança lhe passe pelas mãos”, acrescenta ainda a progenitora, na sua página do facebook, afirmando, no entanto, ao nosso jornal, não ter qualquer intenção de “prejudicar” a imagem da Casa da Obra, instituição que sempre lhe mereceu e continua a merecer a maior confiança.

 

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