Pais manifestaram-se contra a falta de professores de apoio

Folha do Centro - Pais manifestaram-se contra a falta de professores de apoio

Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital viu desbloqueado o pedido de colocação de mais professores do ensino especial.

Pais e encarregados de educação de alunos com necessidades educativas especiais manifestaram-se à porta do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, com o objetivo de chamar a atenção da tutela para a falta de professores de apoio para estas crianças. Uma situação que se arrasta desde o início do ano letivo, deixando, só no concelho, mais de 130 alunos sem qualquer tipo de apoio ou com um apoio muito reduzido face aquilo que são as suas necessidades. “Tem sido muito complicado, tanto a nível psicológico e de comportamento, como dos próprios testes, porque falta o apoio de que necessitam”, afirma Graça Silva, uma das mães indignadas com a falta de colocação de professores em número suficiente para acompanhar as crianças com necessidades especiais. “Na escola do Vale do Alva não temos tido qualquer tipo de apoio, nem professores, nem auxiliares, tem sido muito mau”, adianta Ana Lencastre, outra das encarregadas de educação presentes na manifestação.

Em causa está a colocação de apenas oito professores do ensino especial, quando estão atribuídos 11 lugares no quadro, para 132 alunos que se encontram distribuídos pelos cinco ex agrupamentos de escolas, o que segundo Luís Ângelo, do Conselho Administrativo Provisório do mega Agrupamento de Escolas de Oliveira, “é manifestamente insuficiente para acudir às necessidades destes alunos. “ Estamos a falar de oito professores, um total de 159 turmas e 37 estabelecimentos de ensino num raio de 30 km, isto é brincar ao ensino especial e nós não podemos brincar com o ensino especial”, entende o representante do Agrupamento, garantindo ter pedido por diversas vezes nas plataformas estipuladas pelo Ministério da Educação a colocação do número de professores em faltae desse pedido ter sido até agora rejeitado. “Dificilmente alguém consegue gerir oito professores com 132 alunos, em termos matemáticos isto dá uma média de 16 alunos por professor o que não chega a hora e meia semanal para cada aluno, isto é manifestamente curto”, considera Luís Ângelo, ao mesmo tempo que rejeitava as críticas da Delegada Regional de Educação do Centro e atual vereadora do PSD na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, Cristina Oliveira, que na reunião pública do executivo responsabilizava o Agrupamento pelo que estava a acontecer, dizendo nomeadamente que “se há escolas que até agora não têm professores de apoio deve-se á gestão que o Agrupamento faz da bolsa de professores do ensino especial”.

“Surpreendido com as palavras” da responsável pela educação na região Centro, Luís Ângelo, lembrou que os três professores em falta foram pedidos em devido tempo, simplesmente os “horários foram indeferidos”. Mesmo com menos recursos, “ os professores têm-se desdobrado, deslocando-se de um lado para o outro para tentar minimizar a situação, mas não conseguem chegar a todo o lado”, garantiu, todavia, o representante do Agrupamento de escolas de Oliveira, para quem são notórios os prejuízos que esta situação tem trazido aos alunos e às famílias. (leia mais na edição impressa)

 

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