PCP acusa Câmara Municipal e partidos políticos nela representados de consentirem “extinção” do tribunal

Folha do Centro - PCP acusa Câmara Municipal e partidos políticos nela representados de consentirem “extinção” do tribunal

Dirigentes comunistas estranham silêncio dos responsáveis autárquicos e lembram que este é mais um violento ataque aos direitos das populações.

A Comissão Concelhia do PCP de Oliveira do Hospital veio ontem denunciar publicamente o silêncio “ensurdecedor” da Câmara Municipal e dos partidos políticos nela representados no caso da anunciada deslocalização de parte significativa dos processos do tribunal da Comarca para Coimbra.

Numa conferência de imprensa realizada às portas do parque dos Marmelos, também com o objetivo de criticar a falta de investimento municipal neste espaço e nos equipamentos envolventes, como a sede do agrupamento e as piscinas, o líder local comunista, João Dinis, considerou “muito estranho” que a autarquia e os partidos com responsabilidades no concelho se “mantenham calados” quanto ao que classificam praticamente como a “extinção” do tribunal de Oliveira do Hospital. “É tanto mais estranho porquanto isto é sabido há alguns meses”, afirmou o dirigente do PCP, lembrando o ditado popular de “como quem cala consente”, “parece que estão todos de acordo com a extinção deste serviço”.

Considerando esta “desclassificação” do tribunal da Comarca mais um “violento ataque aos direitos das populações”, João Dinis alerta para a possível perda de outros serviços públicos como aconteceu ainda no passado recente com as escolas, juntas de freguesia e zona agrária, lembrando que também o Centro de Saúde e a ESTGOH estão a fechar aos poucos, enquanto o IC6 e o IC7 “nunca vieram”. “Face a este silêncio ensurdecedor, nós perguntamos onde está o senhor presidente da Câmara, onde estão os partidos PSD e CDS”, questionou, não tendo dúvidas que a saída da maioria dos processos do tribunal de Oliveira e a “perda de grande parte das competências que tinha”, significa “um encarecimento brutal dos custos com a justiça”, “significa que a justiça é cada vez mais para os ricos” e “significa ainda que as pessoas vão começar a fazer justiça pelas próprias mãos”. (leia mais na edição impressa)

 

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