Pedro Machado desafia empresários oliveirenses a aproveitarem novo quadro comunitário

Folha do Centro - Pedro Machado desafia empresários oliveirenses a aproveitarem novo quadro comunitário

Presidente do Turismo Centro de Portugal garante que o setor está em franco crescimento.

O presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, desafiou empresários e potenciais investidores no setor turístico a aproveitarem o novo quadro comunitário, não tendo dúvidas que esta é uma atividade com “crescimento assegurado”.

O presidente da TCP esteve na abertura de uma sessão de divulgação dos instrumentos financeiros disponíveis para esta área em Oliveira do Hospital onde traçou um cenário bastante otimista do setor, fazendo notar que “esta é uma atividade em crescimento contínuo e consolidado”. “Prevê-se que possa crescer 2 a 3% ao ano entre 2010 e 2030″, afirmou Pedro Machado perante dezenas de operadores turísticos do concelho que fizeram questão de marcar presença nesta iniciativa organizada pela entidade de turismo do centro em parceria com a ADI e o Município oliveirense.

E se atualmente já representa 9% do PIB nacional, o turismo deverá mesmo assumir-se como uma “escapadela” à crise e à falta de alento que grassa nalguns setores de atividade prevendo-se que em 2030 “1,8 mil milhões de pessoas possam procurar o setor como principal atividade”. “É um negócio com futuro”, sustentou Pedro Machado, acreditando que o momento que se vive atualmente no país, de transição entre dois quadros comunitários, é o ideal para as pessoas “calendarizarem os seus investimentos”.

O presidente do TCP não tem dúvidas que o novo quadro de financiamento terá o turismo como eixo prioritário e nessa medida será uma “oportunidade” para os empresários  reforçarem a sua capacidade de investimento. “Queremos envolver os empresários porque o TCP não tem na sua missão vender refeições, vender camas ou fazer a gestão que compete à iniciativa privada”, referiu aquele responsável, defendendo a “intensificação” do apoio aos privados, na medida em que deverão ser eles o principal polo dinamizador da atividade turística.

Uma atividade que esbarra ainda com alguns constrangimentos na região Centro, nomeadamente ao nível das acessibilidades que são “um problema difícil por resolver”, constatou Pedro Machado, dando o exemplo de Oliveira do Hospital que tem o IC6 por concluir.

Também o autarca oliveirense, José Carlos Alexandrino considerou a falta de acessibilidades “vergonhosa” tendo em conta a vitalidade do setor empresarial concelhio. “Isto dificulta-nos também em termos de turismo” lamentou o edil, que criticou que uma marca “forte” em temos turísticos como é a Serra da Estrela não ter acessos condignos a norte. “É uma  vergonha não termos acessos” , reforçou o presidente do município que se prontificou a apoiar os operadores e potenciais investidores na apresentação de candidaturas aos fundos disponíveis para o setor.

Como forma de atrair mais turistas ao centro da cidade e aproveitando a ideia lançada pelo presidente da união de freguesias de Oliveira e S. Paio de Gramaços para a regeneração da zona histórica, Alexandrino deixou também a promessa de avançar com a requalificação desta área da cidade ainda este mandato.

 

Acerca do Autor:

. Siga nas redes sociais Twitter / Facebook.