Polémica continua nas Caldas de S. Paulo

Folha do Centro - Polémica continua nas Caldas de S. Paulo

Populares contestam atuação de promotor de empreendimento turístico.

Um grupo de populares das Caldas de S. Paulo deslocou-se ontem de novo à reunião do executivo camarário para mostrar a sua indignação perante os últimos acontecimentos que envolvem o promotor e o empreendimento turístico que já começou a ser construído na localidade.

Em causa está o recente deferimento do projeto por parte da autarquia, mas também a atuação do empresário que, segundo o relato da população, terá voltado a violar as regras, nomeadamente ao não cumprir com o afastamento da via pública aquando da vedação da obra. “O que me traz aqui é uma revolta muito grande”, desabafava, perante o executivo, um dos moradores presentes na reunião, lamentando a postura e a maneira como o promotor turístico tem atuado perante a população. “Um homem que quer desenvolver uma terra não chega ali e derrete tudo”, considera o mesmo popular, acusando Francisco Cruz de querer “picar” as pessoas quando no inicio desta semana colocou as estacas que delimitam a área de construção “em cima da via pública”. “Esse senhor se desse um metro ou dois para a via pública, porque ali não há onde se ponha um carro, isso é que era homem, é que era desenvolver”, argumentou, ao mesmo tempo que lançava algumas suspeitas sobre a fiscalização da obra, dizendo que “se fosse um individuo pequeno já lhe tinham caído em cima”.

Porta voz dos populares indignados, o antigo vereador da Câmara Municipal, José Carlos Mendes também repudiou “o que está ali a acontecer”, não tendo dúvidas que a forma como o promotor deu início às obras é mais uma “afronta” à população. “Somos acusados de invejosos, na ação que o promotor meteu no tribunal, mas não há aqui ninguém invejoso, o que há aqui é a defesa da nossa dignidade”, garante o antigo autarca e, por sinal, também cunhado do empresário, pedindo atenção redobrada à fiscalização desta obra dada a “conflitualidade” existente entre o promotor e a população. “O que está a acontecer nas Caldas de S. Paulo é uma aberração”, sustentou ainda Mendes, julgando que os cinco milhões que vale o projeto “não é superior à dignidade das pessoas”. (leia mais na edição impressa)

 

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