Praia fluvial de Avô interdita a banhos

Praia Avô1

Ilha do Picoto encontra-se imprópria para a prática balnear, e não é certo que os trabalhos de remoção dos detritos dos incêndios estejam prontos a tempo do verão.

A praia fluvial da ilha do Picoto, em Avô, encontra-se interdita a banhos, devido a problemas no rio, resultantes do arrastamento de detritos dos incêndios de outubro passado, sobretudo pedras e terras, que deixaram aquela zona balnear, umas das mais concorridas do concelho, imprópria para a prática balnear. Uma situação que está a gerar muita polémica na vila ribeirinha, e que motivou inclusivamente a intervenção do presidente da Junta de Freguesia, na última reunião da assembleia municipal.

O autarca, eleito pelo PSD, questionou o executivo camarário sobre o problema, lembrando a urgência no arranque dos trabalhos de reabilitação da praia fluvial, que se encontra toda “estragada”, uma vez o verão já estar aí. Também nas redes sociais, a interdição da rainha das praias fluviais do concelho, está a dar que falar, com inúmeros populares a virem a público criticar o estado em que se encontra, nesta altura, o Picoto, onde o principal espelho de água está um rio de pedras.

Ciente de que estes problemas vão afetar a época balnear que já arrancou, o presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino justifica os atrasos no lançamento do concurso para a execução da obra com “procedimentos legais”, mas garante que esta será a primeira intervenção a ser feita no concelho, no âmbito da requalificação das zonas ribeirinhas, cujo concurso público se encontra a decorrer, até para ver se a praia ainda abre a tempo da época balnear. “Todos os anos a Câmara tem feito aqui investimentos, este ano é por causa dos fogos, o ano passado foram as cheias e as chuvas torrenciais, a Câmara gastou lá à volta de 70 mil euros, e nós precisamos é de uma solução definitiva”, entende o autarca, lembrando que “esta praia seja muito prejudicada por causa do paredão que lá foi construído” de forma “absolutamente inconsciente”.

“Tenho a certeza que logo que adjudicarmos a obra, a primeira intervenção será em Avô, essa é a nossa garantia, agora não posso apontar uma data, porque foram convidados cinco concorrentes, se houver reclamações isto atrasa aqui logo um conjunto de dias, por isso não posso aqui ser vidente”, constatou Alexandrino, lamentando que sempre que há intempéries, esta praia fique destruída, obrigando, quase todos os anos, a Câmara a ter de fazer ali investimentos avultados para a recuperar.

 

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