Prémio Vilalva foi entregue no Santuário de Nossa Senhora das Preces

Santuário Senhora Preces

Prémio Vilalva, que distinguiu o projeto de recuperação dos jardins do Santuário de Nossa Senhora das Preces, freguesia de Aldeia das Dez.

O prémio, no valor de 50 mil euros, foi entregue pela presidente da Fundação Gulbenkian, Isabel Mota, ao projeto vencedor da 10.ª edição do Prémio Vilalva, apresentado pela Irmandade da Nossa Senhora das Preces, naquele santuário em Vale de Maceira.

Os jardins do Santuário de N. S. das Preces foram afetados pelos incêndios de outubro do ano passado, e segundo a fundação, “o projeto distinguido vai recuperar, conservar e valorizar os jardins que envolvem o santuário”, em plena Serra do Açor, na região centro.

O santuário foi edificado a partir de uma lenda que remonta ao século XIV – envolvendo uma ‘aparição’ da Virgem a pequenos pastores -, e o seu conjunto patrimonial inclui um Jardim Botânico e um Bosque, que serão o objeto deste programa de intervenção.

Apresentado pela Irmandade de N.S. das Preces, o projeto prevê a remoção das árvores mortas e a plantação de novas espécies, programas de educação ambiental dirigidos sobretudo aos jovens, a introdução de novos painéis informativos e de materiais de divulgação, sugestões de vários percursos, e a recriação das procissões e romarias associadas ao local de culto.

Segundo a Fundação Gulbenkian, o júri destacou “o exemplo e estímulo” que as diferentes valências do projeto representam para a região, aplaudindo também “a capacidade para envolver as estruturas locais”, como é o caso da Associação para o Desenvolvimento Integrado da Serra do Açor, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e a Junta de Freguesia da Aldeia das Dez.

Abel Gouveia, presidente da Irmandade de N. S. das Preces, expressou a sua satisfação pelo prémio, que permitirá obter os recursos necessários para a recuperação dos jardins e a sua contínua valorização.

O Prémio Vilalva foi criado em homenagem ao filantropo Vasco Vilalva (1913-1975) e teve este ano o foco na recuperação de jardins.

O júri do prémio foi constituído por António Lamas, Gonçalo Byrne, Raquel Henriques da Silva, Luís Paulo Ribeiro, Teresa Portela Marques, Santiago Macias e Rui Esgaio.

 

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