Presidente da Junta de Travanca inicia funções com antigos vogais

Folha do Centro - Mantém-se o impasse quanto à constituição dos novos órgãos da freguesia de Travanca de Lagos

Lista mais votada na freguesia não conseguiu formar executivo.

Está afastado para já o cenário de repetição de eleições na Junta de Freguesia de Travanca de Lagos. Apesar de não ter conseguido formar executivo, o presidente eleito, António Manuel Soares, encontra-se desde o início da semana em funções na Junta, alegando aquilo que prevê a lei nestas situações, que é a tomada de posse do elemento da lista mais votada, isto é o presidente, até à eleição de novos vogais, o que espera possa verificar-se tão breve quanto possível. Até lá, mantêm-se também em funções os vogais do executivo anterior – secretário e tesoureiro -, não existindo qualquer limite temporal para a cessação de funções destes elementos. “Existe um parecer jurídico da CCRDC que diz que até à eleição dos novos vogais mantêm-se em funções, com o presidente eleito, os vogais anteriores”, refere o autarca, eleito pelo Movimento Independente “Travanca Unida, Sorri”, que sábado passado, viu rejeitadas onze propostas para a constituição do novo executivo.

Depois de uma reunião polémica, em que foram goradas todas as tentativas de acordo com as restantes forças politicas que obtiveram igual número de mandatos para a Assembleia de Freguesia, António Soares, admitiu entregar as “chaves” à Câmara Municipal, tendo ponderado mesmo um cenário de repetição de eleições. Um cenário que parece ter ficado de lado, a partir do momento em que toma conhecimento das “soluções” que a lei confere nestes casos, até porque, sublinha, “Travanca está longe de ser caso único a nível nacional”. “As pessoas podem pensar que só aqui é que acontece, mas em Coimbra há também uma situação semelhante, em que a força mais votada não tem maioria para constituir executivo”, garante o autarca, lembrando que “a Junta não pode ficar num vazio”. “Nós estamos a trabalhar desde segunda-feira, e está tudo a funcionar normalmente”, assegura ainda o presidente eleito, agora com mais motivos para “sorrir”. (leia mais na edição impressa)

 

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