Primeira Unidade de Vida Apoiada nasce em Tábua

Folha do Centro - Primeira Unidade de Vida Apoiada nasce em Tábua

Centro Social e Paroquial de Midões e Fundação Octávio Maria de Oliveira dão as mãos para por em funcionamento resposta pioneira no concelho.

A Fundação Octávio Maria de Oliveira e o Centro Social e Paroquial de Midões assinaram um protocolo para a criação de uma nova valência social no concelho de Tábua, mais concretamente na freguesia de Vila Nova de Oliveirinha, onde se preparam para abrir uma valência social completamente inovadora. Trata-se de uma Unidade de Vida Apoiada e tem como principais destinatários utentes com doenças do foro psíquico e mental, que poderão frequentar a instituição em regime de lar ou apenas o fórum de atividades ocupacionais, construído no “meio” dos mais de quatro hectares da quinta, propriedade da Fundação.

Além de vir preencher uma lacuna no concelho de Tábua em termos de resposta a este tipo de população, esta foi a forma encontrada pela Fundação de Vila Nova de Oliveirinha de rentabilizar o investimento feito há quatro anos na construção de dois módulos para acolher a valência de ATL para os mais novos da freguesia. Na altura, a “resistência” de algumas IPSS’s locais fez com que o projeto nunca tivesse andado para a frente, até que surgiu a oportunidade de avançar agora com uma nova resposta, através do Centro Social e Paroquial de Midões que “já tinha muitos clientes com estas necessidades”, nomeadamente doentes do foro psíquico que “não têm o apoio adequado”.

“A nossa base são os utentes que temos no Centro de Dia de Midões e que precisam de uma resposta diferente ”, explica o diretor daquela IPSS, padre João Lourenço, esperando que esta UVA tenha agora “o apoio prometido da Segurança Social”. “Esta alteração tem que ver, por um lado, com as novas necessidades sentidas no concelho, mas também pela necessidade sentida pela Fundação de dar uma nova utilização a este espaço”, refere o administrador da FOMO, Luís Caeiro, que quatro anos depois de ver recusada a abertura de um espaço para acolher crianças, se congratula com a recuperação das instalações para fins sociais, designadamente para pessoas com problemas mentais. (leia mais na edição impressa)

 

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