Professor da ESTGOH recusa-se a lançar notas alegando falta de pagamento de salários

Folha do Centro - ESTGOH reforça oferta e ligação ao território

O docente, Teixeira Gomes, acusa a escola de lhe querer pagar vigilância de exames como professor “acompanhante”, quando desempenhou funções na escola como professor convidado.

O ex professor da ESTGOH, Teixeira Gomes, recusa-se a entregar os exames e a fixar as notas dos alunos do curso de engenharia civil, alegando “irregularidades” na proposta de contrato que a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital lhe apresentou relacionada com o trabalho de avaliação final das disciplinas que lecionou na escola, durante os meses de agosto e setembro.

O docente, cujo contrato como professor adjunto convidado tinha terminado em julho deste ano, diz, numa carta enviada ao presidente da ESTGOH, à qual o nosso jornal teve acesso, não aceitar o contrato que é proposto pela direção da escola de “prestação de serviços de acompanhamento da avaliação e do processo de transição dos alunos da licenciatura de Engenharia Civil para o ISEC”, alegando que só aceitou realizar os exames “na convicção de que viria a ser contratado como professor”, e de que teria sido o próprio presidente do IPC a recomendar, por despacho, a sua contratação. O docente garante que a situação se arrasta desde o início do mês de setembro, altura em que após ter realizado três exames, terá questionado o presidente da ESTGOH “se já podia lançar as notas dos alunos”, ao que lhe terá sido respondido negativamente, “dado que ainda não tinha sido contratado”.

Teixeira Gomes adianta todavia que num “email” datado de 17/9/2013, pela primeira vez, a presidência da ESTGOH tê-lo-á informado que iria contratá-lo como professor acompanhante da avaliação, cujo trabalho inclui a preparação dos enunciados, resolver, vigiar e corrigir as provas e lançar as notas, para além do atendimento aos alunos, o que o levou a contactar de imediato o Sindicato no sentido de se aconselhar sobre a legalidade da situação. “Fui aconselhado a negociar uma solução mas o senhor presidente da ESTGOH manteve-se indisponível até ao dia 23/9/2013, em que reafirmei a minha intenção de colaborar como professor e não como prestador de serviços”, garante o ex docente, lembrando que “não é normal” que uma instituição de ensino superior contrate serviços externos para a realização de atividades docentes, nomeadamente a avaliação dos alunos. (leia mais na edição impressa)

 

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