“Prós e Contras” sobre a floresta e coesão territorial realizou-se em Oliveira do Hospital

Prós e Contras para FC

Numa emissão especial, o programa “Prós e Contras” da RTP realizou-se na segunda-feira, dia 26, na BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação, em Lagares da Beira, no concelho de Oliveira do Hospital. Durante quase duas horas, o debate centrou-se na floresta, prevenção dos incêndios e proteção civil, sobrando pouco para a coesão territorial.

As mais de 100 vidas humanas perdidas e os prejuízos de mil milhões de euros que resultaram dos incêndios do ano passado marcaram a abertura do programa conduzido por Fátima Campos Ferreira que, em Oliveira do Hospital e a constatar o rasto de devastação, lamentou ser esta realidade num “país de costas voltadas para o interior”.

Autarcas, elementos do governo, dirigentes associativos e população foram os protagonistas do programa debate. José Carlos Alexandrino, autarca de Oliveira do Hospital, surgiu ao lado de Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu e juntos fizeram eco das preocupações que são comuns aos dois municípios e com as quais se reviram também muitos outros autarcas, que marcaram presença no debate. A discriminação nos apoios em relação aos fogos de Pedrógão foi uma das preocupações logo partilhada pelo autarca oliveirense que, no decorrer do debate também se opôs à legislação que obriga as autarquias à limpeza dos terrenos, acusando mesmo o governo de assim querer responsabilizar os municípios pelos incêndios. Estradas, justiça, saúde foram alguns dos temas que também marcaram as intervenções do autarca oliveirense que, à saída do debate disse esperar por “um novo tempo” em Oliveira do Hospital, mostrando-se disponível para colaborar com o governo para que se encontrem soluções “mais justas e apoios totais para estas pessoas que perderam tudo e não tiveram a culpa”.

Tiago Oliveira, da Unidade de Missão destinada a preparar a próxima época de incêndios participou no debate e considerou “legítimas” as preocupações ouvidas, garantindo que “as entidades públicas e privadas estão mobilizadas para que não aconteça o que aconteceu no último verão”.

O debate ficou ainda marcado pela desconfiança dos autarcas no que toca àquela venha a ser a capacidade de resposta da Proteção Civil, em fase de reestruturação. À saída, Pedro Siza Vieira, ministro adjunto, disse que as populações podem estar seguras de que a resposta da proteção civil vai ser “mais capacitada e diferenciada”.

O programa debate contou com várias participações, entre elas autarcas da região, dirigentes associativos e lesados dos incêndios do ano passado.

 

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