PS retira confiança e destitui presidente da Assembleia Municipal

Folha do Centro - PS retira confiança e destitui presidente da Assembleia Municipal

Presidente da Câmara garante que o António Lopes que conheceu no primeiro mandato não é o mesmo, e só entende as “calúnias” do até agora líder da Assembleia em relação à atuação do seu executivo no quadro de uma “doença psiquiátrica”.

Oliveira do Hospital virou mais uma página “negra” da sua história politica, com a destituição do presidente da Assembleia Municipal, António dos Santos Lopes, que oito meses depois de ter sido eleito por uma maioria esmagadora dos votos dos oliveirenses foi forçado a deixar a cadeira do poder, na reunião ordinária realizada este sábado, depois de um conjunto de denúncias que vinha fazendo há longos meses ao executivo camarário liderado por José Carlos Alexandrino.

Uma saída que apesar de estar “preparada”, tendo em conta o agudizar do mau estar entre os dois mais altos dirigentes do concelho, acabou por ser proposta pela bancada do PS – uma vez que António Lopes se escusou a apresentar a demissão – e foi apenas o corolário do resultado da votação da moção de confiança que PSD e CDS/PP tinham apresentado no arranque dos trabalhos e que foi chumbada pela esmagadora maioria dos eleitos (certamente do PS, já que se registaram apenas 8 votos a favor e duas abstenções, quando PSD e CDS têm apenas 6 eleitos).

Perante a retirada de confiança política, e depois de ter desferido mais um duro ataque a Alexandrino, acusando-o nomeadamente de quer ser o “dono da Câmara” e de “informar com mentira o presidente da assembleia municipal” no caso concreto dos gastos com a feira do queijo de 2013, o deputado do PS, Carlos Maia, ainda aconselhou Lopes a retirar daí as “devidas ilações” e a “pedir a demissão”, o que contou com a resistência do presidente da Assembleia, que deixou claro que só saí se fosse votado um ponto na ordem de trabalhos a propor a sua destituição. Já antes o presidente da Câmara tinha também reagido às “inverdades” do seu antigo companheiro de “route”, entendendo que este deixou de ter “estatuto” para continuar a assumir o cargo que desempenha “ao seu lado”. “Descobri agora que esta crise é a crise do queijo”, constatou quase em tom irónico o edil oliveirense, ao mesmo tempo que acusa Lopes de ter tentado imiscuir-se nas decisões do executivo, querendo mesmo criar “uma Câmara paralela aquela que existe”.

Acusações que foram subindo de tom à medida que os trabalhos avançavam e a proposta de discussão e votação da destituição do mais alto representante do concelho estava em cima da mesa, com António Lopes a recusar a sua votação nos moldes em que o PS propunha, isto é, no período antes da ordem do dia, e não como ponto da ordem do dia da assembleia, tendo chegado a ameaçar com o encerramento dos trabalhos se se entrasse na “chicana”. “Isto tem regras: não se põe o presidente da assembleia na rua como se põe um cachorro”, afirmou Lopes, que tentou até ao último minuto que a proposta fosse incluída na ordem de trabalhos, e não fosse “transformada numa moção”, perguntando mesmo ao PS “qual é a pressa” para não votar este ponto com “a dignidade como que este deve ser tratado”. (leia mais na edição impressa)

 

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