PS teme conflitos com as populações envolvidas

PS freguesias Rolo

Concelhia de Oliveira do Hospital desafia deputados do PSD e CDP/PP a absterem-se na votação da proposta concreta de extinção de freguesias.

A Concelhia de Oliveira do Hospital do PS reagiu em conferência de imprensa à proposta concreta de reorganização administrativa do concelho, que aponta a extinção de cinco freguesias, desafiando os partidos do governo a absterem-se da votação final da lei, na Assembleia da República. José Francisco Rolo, presidente da Comissão Política local, foi claro no repto que deixou aos deputados do PSD e CDS/PP, colocando “nas suas mãos” o futuro do novo mapa autárquico, já que, como fez notar, a nível concelhio o processo foi amplamente debatido e as posições dos vários órgãos eleitos foi sempre a de não concordar com qualquer proposta de agregação de freguesias.
Além da “solidariedade” dos autarcas socialistas nesta questão, Rolo enfatizou igualmente o empenho da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que “deu sempre a cara contra a extinção de freguesias”, e da própria Assembleia Municipal que deliberou por maioria expressa a decisão de não pronúncia, na reunião do último mês de setembro. “Tudo foi feito com abertura, transparência e diálogo”, referiu o líder local do PS, lamentando que o PSD concelhio não tivesse tido a mesma posição, preferindo “esconder-se e alhear-se do processo”.
Antevendo um “inverno quente”, sobretudo nas 10 freguesias do concelho que acabam envolvidas neste processo de agregação, José Francisco Rolo adianta que hoje mesmo o presidente da Câmara de Oliveira, tem já uma reunião marcada com os 21 presidentes de junta do concelho, com o objetivo de discutir formas de lidar com as consequências desta lei, e eventuais formas de luta contra a proposta da unidade técnica. Em causa está a extinção das Juntas de Freguesia de Lajeosa, S. Paio de Gramaços, S. Sebastião da Feira, Vila Pouca da Beira e Vila Franca da Beira e consequente agregação em freguesias vizinhas, o que significa perda de “autonomia e identidade”, garante o líder da Concelhia socialista.
Escusando-se a tecer comentários sobre a “escolha” das freguesias a abater no concelho, Rolo não deixa de lamentar a essência da lei, que no seu entender só vai “fraturar populações” e “nalguns casos fazer ressurgir velhos conflitos”. “Percebemos os atos de tristeza e de revolta das populações com este ataque”, adiantou o também vice presidente da Câmara, lembrando que “nem Salazar tratou assim as freguesias”.

 

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