PSD e CDS preparam-se para avançar com moção de confiança a António Lopes

Folha do Centro - PSD e CDS preparam-se para avançar com moção de confiança a António Lopes

Representantes dos dois partidos da oposição pedem reunião “urgente” da assembleia municipal.

Os líderes das bancadas do PSD e do CDS/PP na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, Nuno Vilafanha e Luís Lagos, surgiram “coligados” para anunciar que vão apresentar uma moção de confiança ao presidente António Lopes, pedindo para tal a marcação urgente de uma reunião extraordinária daquele órgão autárquico local.

Numa conferência de imprensa conjunta “na casa da democracia” – o salão nobre dos Paços do Concelho, o deputado eleito pelo CDS/PP, Luís Lagos, explicou a tomada de posição dos dois partidos da oposição tendo em conta o agravar do clima político e das relações entre o maior partido do concelho – o PS e o presidente da Assembleia Municipal. “Nós já suspeitávamos que o PS não conseguia conviver com a maioria absoluta que teve e isso acaba por se confirmar”, referiu Luís Lagos, acusando o partido socialista de ter continuado a “insistir” neste “clima de instabilidade”, ainda na última reunião da assembleia municipal aquando do debate sobre as alterações ao regimento. “Estamos a falar de uma imposição e até de alguma agressividade na forma como este regulamento foi votado a contra gosto do presidente da assembleia, que se viu desautorizado publicamente perante os deputados”, aludiu o único representante do CDS na Assembleia, culpando o PS de estar a mergulhar o concelho num “pântano político” onde não há lugar para debater as verdadeiras questões, mas apenas para discutir as “zangas” entre Lopes e Alexandrino.

“Todo o debate está ocupado com o clima de intriga e de instabilidade no seio da maioria PS”, lamentou Lagos, que anunciou a apresentação de uma moção de confiança ao presidente da assembleia municipal, com o objetivo claro de “não prolongar mais este silêncio confrangedor do PS” e colocar o partido da maioria a falar se “quer ou não quer este presidente da assembleia”. “O PS tem que dizer o que pensa, tem que dizer se se revê ou não neste presidente”, já que “o prolongar desta situação é inadmissível e contraproducente em relação aos superiores interesses do concelho”, desafiou Luís Lagos, para quem o partido socialista não pode continuar de caso em caso a agravar a situação política autárquica. “Neste concelho não se discute mais nada, passamos a vida a discutir as chatices do Lopes com o Alexandrino e do Alexandrino com o Lopes”, pelo que “o PS tem de dizer de uma vez por todas se retira ou não a confiança ao presidente da assembleia”, advogou o deputado do CDS, deixando claro que “esta não foi uma conferência de imprensa de defesa do António Lopes”, mas sim uma questão de clarificação “urgente” da atual situação politica no seio da maioria que governa o Município que, no seu entender, tem vindo a dar sinais de degradação.

Também o líder da bancada do PSD e atual presidente da Comissão Politica Concelhia laranja, Nuno Vilafanha, entende que o atual momento político no concelho impõe “uma clarificação” em que seja a “assembleia a dizer se reforça ou não a confiança no seu presidente”, até porque “não podemos continuar centrados nas intrigas entre o PS e o presidente da assembleia”, afirmou. “O que se tem assistido é a uma certa desconfiança entre eles e isso tem sido notório na forma como alguns deputados socialistas falam do próprio presidente”, observou o líder social democrata, considerando pouco “normal” o que aconteceu na última assembleia do ano, em que alguns eleitos do PS “apontaram a porta de saída a António Lopes”.

“Não deve ser uma situação muito confortável para o próprio presidente e é por esse motivo que nós pedimos uma clarificação”, referiu ainda Vilafanha, julgando que Lopes não terá outro caminho “se a assembleia não lhe der a confiança politica”. Atendendo à gravidade do problema “criado pela maioria”, Luís Lagos entende até que se o PS fosse pela “clareza” e pelo debate “deveria ter sido ele a marcar esta assembleia”, em vez de “andar de trapalhada em trapalhada até à trapalhada final”.

 

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