Reconstrução de 56 casas totalmente destruídas pelo fogo vai avançar em Oliveira do Hospital

casa ardida

Adjudicação foi feita a empresa de Famalicão que já contactou empreiteiros do concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital anunciou que a adjudicação da reconstrução de 56 casas ardidas no concelho foi feita a uma empresa de Famalicão, que aceitou o convite feito pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). O investimento é de cerca de 7,5 milhões de euros. Em marcha está mais um pedido de apoio para a reabilitação parcial de mais 77 habitações atingidas pelos incêndios, na ordem dos 2, 6 milhões de euros.

“Há uma adjudicação neste momento de 56 casas”, afirmou José Carlos Alexandrino, considerando tratar-se de uma “boa notícia”, já que os anteriores procedimentos concursais ficaram “vazios”, não havendo manifestação de vontade por parte das empresas para a realização dos trabalhos. “ Na semana passada houve abertura de procedimento com caráter de urgente com uma empresa da Famalicão que foi convidada”, explicou, informando que a reconstrução das 56 habitações vai corresponder a um investimento de 7,5 milhões de euros.

De acordo com o autarca, a adjudicação por convite decorre da modalidade prevista em resolução do Conselho de Ministros. E, segundo o autarca a empresa responsável já iniciou contactos com empreiteiros do concelho para a realização dos trabalhos, tendo a indicação de que alguns já terão aceitado a realização de alguns trabalhos. “Outros não, por falta de capacidade”, explicou José Carlos Alexandrino, notando o facto de muitos empresários do concelho se encontrarem já envolvidos na recuperação de outras habitações.

Para além das 56 casas que vão ser totalmente recuperadas, estão em curso trabalhos em outras nove  habitações na modalidade de “financiamento direto, num investimento de um milhão e seis mil euros”. Na totalidade, José Carlos Alexandrino disse ter registo de 133 casas de 1ª habitação afetadas pelo fogo, algumas já recuperadas e outras em processo de reconstrução.

Casas de segunda habitação também poderão vir a ser apoiadas

“Neste momento estamos a entrar numa velocidade de cruzeiro, e contrariamente a algumas vozes, tem-se feito muito trabalho”, observou o edil, acreditando que muitas destas habitações vão estar prontas até 31 de Dezembro. “Será um dia feliz para mim, o dia em que tiver as casas todas de primeira habitação recuperadas”, afirmou, apostado, finda esta fase, no apoio à recuperação das casas de “segunda habitação”. O autarca fala mesmo na criação de um regulamento municipal para o efeito, documento esse que prevê um apoio, ainda que mais reduzido que para as casas de primeira habitação, à reconstrução das segundas habitações, de acordo com o rendimento dos proprietários. O autarca fala também na possibilidade das famílias com segundas habitações ardidas poderem ter acesso a uma linha de crédito bonificada e ainda de poderem contar com o “aval” do Município em futuros empréstimos bancários para o efeito. “Julgamos que a recuperação destas casas é muito importante, não só para as pessoas, mas para as próprias aldeias, que ficaram com aquelas cicatrizes à vista”, constata o edil, lembrando que esta é mais um esforço de investimento que o seu executivo terá de fazer.

Paralelamente, o município vai avançar com a substituição de sinalética, placas informativas e elementos de segurança que ficaram danificados por ocasião do incêndio. Aprovou, por isso, em reunião do executivo a abertura de concurso com “carácter de urgência” no valor de mais de 200 mil euros, correndo contudo o risco de “perder essas verbas”, já que o concurso não decorre ao abrigo de candidatura de apoio. “Não tínhamos condições para continuar mais um verão”, considerou José Carlos Alexandrino, admitindo que este “é um risco assumido”.

O incêndio de 15 de outubro provocou prejuízos na ordem de 1,5 milhões de Euro à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que o executivo espera que venham a ser suportados através de candidatura de apoio, cujo arranque ainda não foi definido. No imediato, o executivo de José Carlos Alexandrino espera “fazer o que é nuclear”.

 

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