O futuro só depende de nós

Daniel Dinis Costa


DANIEL DINIS COSTA 2013

Vamos ter eleições autárquicas este ano. É tempo de quem está na oposição começar a ter ideias alternativas. E ter candidatos. Não basta tentar afastar os outros candidatos. Aliás, é inédito que o maior partido da oposição em Oliveira do Hospital, em vez de apresentar um candidato próprio, tente condicionar ou colocar em causa qualquer outra candidatura.

O nosso futuro é algo que nem sempre conseguimos controlar. Muitas vezes vivemos o presente com excesso de preocupação sobre o dia de amanhã. Há quem não se preocupe e viva de forma descansada. Depois há quem pense que o futuro cai do céu. Há quem tenha a sorte de nada fazer. E tudo lhe cai mesmo do céu. Depois há aqueles que por mais que façam, não saem do mesmo. É assim no dia-a-dia. É assim no trabalho. É assim para cada um de nós. Todos nós temos um bocadinho disto tudo. Todos nós já vimos este filme. Uns mais, outros menos. Todos nós temos medo do futuro. Do nosso futuro. Do futuro dos nossos filhos. Do futuro que o futuro nos vai trazer. Isto parece uma divagação chata e sem chegar a lado nenhum. Daquelas que escrevemos quando não temos muito para escrever. Daquelas que escrevemos quando no nosso presente queremos já viver o futuro. Mas viver o futuro é já amanhã. Porque agora parece que o futuro corre mais rápido.

E por falar em amanhã. Vamos ter a maior festa do queijo em Oliveira do Hospital. É verdade. É mais uma festa. E das boas. Daquelas que trazem milhares de pessoas a Oliveira do Hospital. Daquelas que promovem e dão a conhecer o concelho. Daquelas que enchem os hotéis. Que enchem os restaurantes. Que permitem aos nossos produtores, comerciantes, artesãos, mostrarem e venderem os seus produtos. Daquelas que deixam muito dinheiro na economia local. Daquelas que quem visita, quer voltar a visitar. Daquelas que geram retorno para todos.

Daquelas que são criticadas por quem nunca as soube organizar. É legítimo criticar. Certamente que há sempre formas diferentes de fazer. Podemos sempre voltar ao antigo mercado, montar umas bancas e barracas, juntar umas pessoas durante uma tarde e temos a festa feita. Se vierem autocarros podem sempre deixar as pessoas na antiga central de camionagem. Sem abrigo. Ao sol ou à chuva, porque o que interessa é dizer que se faz. Damos um subsídio a quem vem, que assim já nem tem que vender nada. Ou nem precisa de vir. Só no final para levar o subsídio. Podemos sempre voltar à antiga Avenida Carlos Campos. Não se faz obra, também não se incomoda ninguém, nem se valoriza mais uma zona nobre da cidade.

Mas também podemos sempre investir em festas com foguetes, em vez de investir na promoção nacional do concelho. Podemos sempre planear o futuro com o regresso ao passado. Sim, porque tudo isto já foi o nosso concelho. E o futuro é isto mesmo. É também olhar para o passado e perceber o que não queremos para o nosso futuro.

Mas certamente que também são estas as festas, onde os que criticam se vão mostrar. Ou não. Podem ainda não ter nada para mostrar. Sim, porque não há que esconder. Vamos ter eleições autárquicas este ano. É tempo de quem está na oposição começar a ter ideias alternativas. E ter candidatos. Não basta tentar afastar os outros candidatos. Aliás, é inédito que o maior partido da oposição em Oliveira do Hospital, em vez de apresentar um candidato próprio, tente condicionar ou colocar em causa qualquer outra candidatura. O PSD é que até prometeu apresentar um candidato no início do ano. Mas acho que querem ganhar eleições por falta de comparência dos outros. Ou então os candidatos não chegam porque não há IC6 nem uma estrada nacional 17 requalificada. Isto porque o anterior Governo PSD/CDS nem a requalificação da EN 17 foi capaz de adjudicar. Nem um projeto de execução para o IC6. Pelo contrário. Para o PSD e CDS, o IC6 era uma prioridade negativa. Daquelas que nunca se farão. Mas a política é feita disto. Em tempo de eleições vale tudo. Agora o PSD aparece preocupado com o IC6. Deviam era preocupar-se em explicar aos oliveirenses nunca terem feito um único cm do atual IC6. Ou terem fechado freguesias, escolas, competências do tribunal e deixarem a saúde num caos. Tudo isto foi o legado que deixaram a Oliveira do Hospital.

Mas podem estar descansados. Quem governa hoje o concelho não vai deixar o trabalho a meio. O executivo da Câmara Municipal tem a responsabilidade de continuar a lutar pelo concelho como nunca ninguém soube fazer. O atual executivo tem sempre novas ideias. Novos projetos. Um conjunto de obras em andamento. Um conjunto ainda maior para brevemente realizar. Tem ainda muito para dar e fazer. E podemos continuar descansados. O futuro dos Oliveirenses depende apenas de todos nós.

Obrigado pela paciência e boa leitura.

Daniel Dinis Costa

 

Acerca do Autor:

. Siga nas redes sociais Twitter / Facebook.