O doente, o condutor e o aluno

Daniel Dinis Costa


DANIEL DINIS COSTA 2013

Cada um conta a sua história, mas no fim do dia o que conta é que o doente está hoje melhor do que estava, o condutor também tem hoje melhores acessos do que tinha e o aluno aprendeu que desde o 25 de Abril de 1974, em OH, o que vai ficar para memória futura é tudo aquilo que os Governos e as Câmaras Socialistas têm feito e continuam a fazer pelo Concelho.

Parece um título estranho mas é mesmo. O que é que estes 3 diferentes indivíduos, ou até pode ser apenas um, têm em comum? Vamos começar por lhe dar uma residência. Talvez o concelho de Oliveira do Hospital (OH). E agora vamos dar-lhe uma história. Que até pode começar nos anos 80. Por esta altura o doente não tinha centro de saúde em OH. Tinha um Hospital na fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD), que o PSD local de então decidiu privatizar. O doente que tivesse que ser transportado para Coimbra, tinha 1 hora e 30 minutos de caminho pela Estrada Nacional 17. Não havia outra alternativa. O condutor da ambulância, se até saísse do Seixo da Beira, ainda vinha pela antiga Estrada até Oliveira do Hospital, que atravessava Vila Franca, Ervedal e Lagares até chegar a OH. O aluno que vinha no autocarro também fazia o mesmo caminho até OH. Mas passava por Ervedal e Lagares e não tinha Escola Básica. Tinha uma tele-escola, ou então vinha estudar logo para OH a partir do 5º ano. E por esta estrada entrámos nos anos 90.

E Oliveira do Hospital mudou. O aluno ficou sem professor, porque o Prof. César de Oliveira veio ser Presidente da Câmara em OH pelo PS. E o condutor que vinha do Seixo ficou admirado. A estrada ficou com menos distância. Fez-se uma estrada a atravessar toda a zona Norte do concelho. O aluno também começou a dormir mais um pouco. O autocarro já não demora tanto tempo a chegar. Mas o aluno também começou a ter novas alternativas. Construíram-se escolas em Lagares, no Ervedal e na Ponte das 3 Entradas. O doente também agradeceu a construção do Centro de Saúde. Mas OH mudou ainda mais para os alunos. Piscinas e uma casa da Cultura. E ficou parada a visão do concelho de OH quando o PS deixou de o Governar. Mas foi ainda com mais um Governo socialista que chegou o ensino superior aos alunos de OH.

E Oliveira do Hospital mudou outra vez. Em 2009 voltou a ter visão. Com uma nova Câmara Socialista. Entretanto o condutor lá foi encurtando o caminho para Coimbra. O IC6 foi sendo feito aos bocados. Os bocados em que houve Governo socialista. Mas também foi o actual Governo socialista que arranjou o dinheiro para arranjar a Estrada Nacional 17. Aquela que está a demorar tempo demais a fazer, mas que mais ninguém teve coragem de mexer. O condutor daqui a uns meses lá vai poupar mais um tempito a levar o doente para Coimbra.

Mas o condutor ainda não está satisfeito. Falta aquele bocado de IC6 que o Governo socialista está a projetar. O condutor tem que continuar a lutar pela construção do IC6, ao lado dos que sempre lutaram por ele.

O doente ainda não está satisfeito. Quer ter um serviço de urgências a sério. 24 horas por dia. Com tudo a que tem direito. Seja no centro de saúde ou na FAAD. Desde que tenha e seja Serviço Nacional de Saúde. Mas se hoje ainda tem um serviço de urgência, deve-se a mais uma Câmara Socialista.

O aluno também não está satisfeito. O Governo PSD/CDS juntou as escolas todas e criou um mega. E o aluno perdeu a proximidade com a escola. E o professor foi perdendo a proximidade com o aluno. Mas o professor, ao contrário de muitos outros colegas de profissão, não se conforma. E faz greve para ter as merecidas condições de trabalho. Reivindica menos alunos por turma. Reivindica a reavaliação dos mega agrupamentos. Reivindica a valorização da profissão e autoridade que foi perdendo. E o professor não é socialista. Também não é social democrata ou democrata cristão. Nem tão pouco de qualquer outro partido de esquerda. Mas é Historiador.

E um dia destes o professor teve que servir de condutor do aluno, que ficou doente e passou nas urgências de fim de semana para fazer um raio x ao braço que magoou. Não teve que ir para Coimbra, por causa de uma simples luxação. O tempo que não perdeu, deu para explicar ao aluno, que até é seu filho, que isto da política é muito complicado.

Cada um conta a sua história, mas no fim do dia o que conta é que o doente está hoje melhor do que estava, o condutor também tem hoje melhores acessos do que tinha e o aluno aprendeu que desde o 25 de Abril de 1974, em OH, o que vai ficar para memória futura é tudo aquilo que os Governos e as Câmaras Socialistas têm feito e continuam a fazer pelo Concelho.

Obrigado pela paciência e boa leitura.

Daniel Dinis Costa

 

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