O que está a dar neste Verão

Daniel Dinis Costa


DANIEL DINIS COSTA 2013

ExpOH. É já o evento de referência do Verão de Oliveira do Hospital e da região. Este ano com menos investimento, o que todos perceberão, mas que demonstra também que não se pode parar.

1- Futebol. O ópio do Povo. Arrasta multidões e move paixões. É um fenómeno global que parece não ter limites para nada. Aquilo que nas empresas, na política, na nossa vida particular seria um escândalo, no futebol é tudo por amor ao clube. Milhões em transferências. Valores completamente absurdos para o comum dos mortais. Negócios que ninguém entende. Tudo é aceitável desde que seja pelo nosso clube. Assistimos mesmo a fenómenos de violência constante entre claques, que depois os clubes até financiam. Mas se ligarmos a nossa televisão, há canais que passam o dia todo nisto. A falar de futebol. Das transferências. Dos negócios. E comentadores é coisa que também não falta. Mas o povo gosta e temos que respeitar. Só é pena é que a tolerância que damos aos fenómenos do futebol não seja a mesma que damos a outras coisas mais importantes da vida.

2- Um calor esquisito. Os dias passam e o Verão não parece chegar. Um tempo cada vez mais atípico, que também é fruto das alterações climáticas que são uma realidade e que estão a acontecer com uma rapidez maior do que seria de esperar. Mas há o outro lado do verão que está a ser verdadeiramente preocupante. O turismo, principalmente nas nossas regiões, será certamente afetado. As nossas praias fluviais já sofreram que chegue com as consequências dos incêndios. Se alguém tinha dúvidas, a prova está nas condições naturais que foram totalmente alteradas e que não permitem que este ano as praias possam ser utilizadas e desfrutadas como em anos anteriores. Era previsível. Era expectável. Mas a realidade foi ainda mais dura e fez com que praias como a de Avô fosse mesmo interditas a banhos, ou mesmo São Sebastião da Feira, que felizmente já está em condições de receber banhistas. É certamente um arrombo na atração turística destas zonas e do concelho, que nos afeta a todos. Mas há quem ainda não compreenda porque é que isto acontece. Parece que a culpa é sempre dos Governos, das Câmaras, das Juntas, não percebendo a dimensão dos problemas, nem a sua difícil resolução. Quando em Julho temos chuvadas e enxurradas nos rios está tudo dito. Este é o típico espírito de intolerância e crítica fácil que infelizmente hoje em dia é cada vez mais comum. Haja tolerância, compreensão e colaboração para que aquilo que não se consegue resolver no imediato possa ser solucionado a seu tempo. O espírito solidário também é compreender que aquilo que foi destruído e alterado no concelho não se soluciona de um dia para o outro. E se todos ajudarmos, em vez de criticarmos, será mais fácil.

 

3- Festivais. São inúmeros os festivais de música que temos no nosso país. E estão todos cheios. De jovens e menos jovens, que procuram momentos de diversão e convívio. É um fenómeno interessante perceber que não se olha a dinheiro para desfrutar do que se gosta. Fazem-se sacrifícios em nome da música, do espectáculo, da gastronomia, do divertimento. Deve ser rara a família que não tem alguém que vai ao festival. São eventos dinamizadores da economia, cujo impacto real em termos financeiros é já expressivo. Revela algo que nem sempre se quer ver. Que, mais não seja, o país está mais feliz e menos austero.

 

4- ExpOH. É já o evento de referência do Verão de Oliveira do Hospital e da região. Este ano com menos investimento, o que todos perceberão, mas que demonstra também que não se pode parar. È importante manter os laços com as empresas, com as associações, com o comércio, com a restauração e com as pessoas. Este é sobretudo um espaço de encontro de família, de amigos, que promove o concelho e nos permite uns momentos merecidos de lazer. Porque a vida são 2 dias e a EXPOH são 9. Aproveitem que é o que está a dar.

Obrigado pela paciência e boa leitura

Daniel Dinis Costa

 

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