Saber decidir 2019

Daniel Dinis Costa


DANIEL DINIS COSTA 2013Espero que possamos decidir já em 2019, quais os espectáculos a que podemos assistir na renovada casa da cultura César de Oliveira. 

2019 será um ano de muitas e importantes decisões. A nível político temos um ano repleto de decisões. Há eleições para a Europa e há eleições para o nosso Governo. A nível Europeu acho que continuamos todos a não perceber muito bem para que servem estas eleições. Não conhecemos muito bem o que fazem os Eurodeputados, não conhecemos bem quem são os Eurodeputados, nem conhecemos bem quem os elege, tal tem sido o nível de abstenção em eleições anteriores. É preocupante se assim continua, pois o futuro da Europa condicionará sempre o futuro do nosso País.

Mas o que mais nos toca são as eleições legislativas, que serão preponderantes no nosso futuro mais próximo. Portugal tem conseguido manter uma democracia político-partidária saudável e evitar os movimentos extremistas e populistas, que vão aparecendo um pouco por todo o mundo. Há algo que me preocupa. O uso do extremismo, da violência, do populismo fácil, para tentar obter aquilo que deveria ser dialogado e votado democraticamente. A eleição do populismo e do extremismo para cargos políticos é o maior sinal de enfraquecimento do poder de decisão do povo. Em 2019 é importante sobretudo que a democracia saia valorizada, com mais participação de todos. Porque é fácil criticar quem está nos cargos políticos, mas depois muitos ficam em casa e nem sequer votam. É preciso que os jovens também percebam que não têm que gostar da política nem dos políticos para votarem. Se não votarem, aí sim, estão a perder a oportunidade que têm de mudarem o que acham que está mal. A participação dos jovens na democracia é hoje uma grande decisão para o futuro.

Para o nosso concelho terá também que ser um ano de grandes decisões. Espero que possamos decidir já em 2019, quais os espectáculos a que podemos assistir na renovada casa da cultura César de Oliveira. Mas é também importante podermos decidir se queremos entrar na cidade de Oliveira do Hospital pelas renovadas ruas Virgílio Ferreira e Alexandre Herculano, ou pela nova nova variante que nascerá atrás da central de camionagem e aproveitar a nova zona de estacionamento que lá será criada. Estas são obras cuja decisão já foi tomada, e bem tomada pelo Executivo camarário, que agora terão que ir para o terreno.

Mas em 2019 há também muitas decisões importantes para tomar na Educação que queremos para o futuro. Se já foi tomada a decisão de construir um moderno centro educativo de raiz em Oliveira do Hospital, termos certamente que decidir o que fazer às instalações da actual escola primária. Será uma boa opção para alargar e melhorar as condições de funcionamento da ESTGOH? Temos que ter a noção que hoje a ESTGOH está em acentuado crescimento e que fixa jovens, que depois não podemos deixar fugir por falta de alojamento, nem de mobilidade. Cabe ao investimento privado aproveitar esta oportunidade para criar mais e melhor alojamento, que por sua vez trará certamente riqueza para o concelho. O poder público também pode ajudar na criação de residências universitárias, ou mesmo na criação de um sistema de mobilidade concelhio. Certo é que terão de existir decisões de futuro para cá fixar estes jovens.

Mas há outras preocupações em outros níveis de ensino. Basta olhar para os extintos agrupamentos da Ponte das 3 Entradas, da Cordinha ou de Lagares, cuja acentuada perda de alunos nos deve preocupar e muito. É verdade que a natalidade é baixa. É verdade que não há alunos. Mas também é verdade que a centralização que um mega-agrupamento cria, é também um fator de despovoamento das outras escolas, com claro impacto na desertificação das nossas freguesias. É preciso decidir se queremos continuar a ter uma mega-escola com 2500 alunos ou se queremos criar 2 agrupamentos com menos alunos, mas que certamente terão maior qualidade de ensino e maior capacidade de fixação de pessoas nas suas freguesias. Se calhar até podemos decidir ter o ensino profissional centralizado nas escolas profissionais e aliviar a pressão sobre os mega-agrupamentos. Não faz é sentido continuarmos a ter uma região com ofertas formativas semelhantes em escolas dos mesmos concelhos. Mas estas são apenas algumas reflexões que podem ajudar às decisões.

2019 será também um ano em que o PS de Oliveira do Hospital e o seu executivo camarário terão certamente decisões importantes para o futuro do concelho, que se forem no sentido de continuar no caminho certo, permitirão garantir a continuidade do grande trabalho que foi feito desde 2009.

A minha decisão para 2019 é desejar a todos e a mim próprio, um ano repleto de sucessos pessoais e concelhios.

Obrigado pela paciência e boa leitura.

Daniel Dinis Costa

 

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