Tábua quer afirmar-se como “concelho onde vale a pena investir”

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FACIT é mais uma oportunidade para mostrar o que de melhor se produz no concelho.

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A imagem de um concelho “onde vale a pena investir” é cada vez mais a “imagem de marca” que o executivo camarário, liderado por Mário Loureiro, quer ver associada a Tábua e às suas empresas. É precisamente essa “marca” que a Câmara Municipal vai tentar “projetar” por estes dias, em mais uma edição da FACIT – Feira Agrícola, Comercial e Industrial, que é inaugurada esta quarta feira no concelho, contando com a presença de 85 expositores.
Assumindo-se como uma montra do que de melhor se produz em Tábua, a FACIT aposta mais uma vez na “forte presença” das pequenas e médias empresas locais, que têm nesta iniciativa “uma oportunidade de mostrar os seus serviços e produtos”, até porque “muitos deles não têm capacidade de participar noutras feiras e certames do género”, refere o presidente do executivo tabuense. “Temos que apostar forte nos nossos empresários, pois só com oportunidades de trabalho é que as pessoas se fixam aqui”, considera o autarca, para quem a estratégia delineada pelo atual executivo camarário no sentido de apoiar o desenvolvimento empresarial “tem dado resultados”. “Temos de ter uma postura de modernidade, até porque o futuro destes concelhos passa muito pelo investimento em áreas reprodutivas”, entende o edil, para quem apesar da “aposta noutras áreas”, tem de haver uma política de incentivos “muito direcionada para o apoio aos nossos empresários e aqueles que se queiram fixar em Tábua”.
Mário Loureiro não tem dúvidas que o investimento realizado na expansão das zonas industriais “foi um investimento certeiro”, que tem permitido ao concelho atrair novas empresas e fixar “mais pessoas em Tábua”. “Isto são sinais muito positivos”, diz o autarca, que espera ainda este ano acolher novos investimentos empresariais no concelho. O maior de todos – estimado em 16 milhões de euros – pertence ao Grupo Aquinos que já deu a garantia de poder avançar em breve com a construção de uma nova unidade de fabrico de espuma, junto ao seu complexo, na Zona Industrial Sinde/Tábua.
Um projeto aguardado com expectativa pela autarquia, aliás à semelhança de outros também já anunciados para a Zona Industrial de Tábua, onde segundo o autarca, “temos pedidos para a instalação de três novas empresas”. “Isto é muito positivo, e deve-se essencialmente às condições de acessibilidades que temos, é pena que o IC6 não tenha tido continuidade porque é muito importante para as nossas empresas a ligação a Espanha”, sublinha o edil, não tendo dúvidas que Tábua, não tendo o epíteto de “capital do sofá”, tem atualmente “uma grande âncora” em torno da maior indústria de sofás da Península Ibérica – os Aquinos, cujo principal cliente é o grupo IKEA. “Sem dúvida que temos uma serie de empresas, não apenas estas grandes, mas as médias e pequenas empresas que estão a melhorar as suas condições”, garante o presidente, focado na atração de novos investimentos, e na projeção de Tábua “ como um concelho onde vale a pena investir”.

Aposta na internacionalização das empresas locais

É precisamente a pensar na internacionalização das empresas do concelho que a Câmara Municipal de Tábua fez o convite ao AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, para estar presente na edição deste ano da FACIT.
Uma presença que se vai traduzir na apresentação dos apoios à internacionalização aos empresários tabuenses, no final da tarde de amanhã, no stand do Município na feira. “ É uma oportunidade para os nossos empresários ficarem a conhecer as oportunidades que têm no sentido de se modernizarem e de se expandirem no exterior”, considera o presidente Mário Loureiro, apostado em ajudar os investidores locais a “dar o salto” para outros mercados, sobretudo numa altura de particulares dificuldades no mercado interno.
“Temos consciência das dificuldades com que muitas empresas se deparam para começar a exportar os seus produtos, e o AICEP pode dar uma ajuda nesse sentido”, afirma o edil, esperando pela presença de muitos “interessados” nesta apresentação, já que a hora a que acontece também vai de encontro à disponibilidade dos “patrões”. “É uma hora, ao final do dia, em que as pessoas estão mais disponíveis, e por isso contamos com a presença dos nossos empresários, para poderem questionar o AICEP, sobre as oportunidades de internacionalização dos seus negócios”, adianta o edil, a envidar todos os esforços para promover Tábua além fronteiras, e incentivar o tecido empresarial local a ser a grande locomotiva do desenvolvimento do concelho.

 

FACIT espera atingir as 15 mil entradas

Tábua garante cinco noites de festa a preços “controlados”

 

A Câmara Municipal de Tábua espera atingir as 15 mil entradas na edição deste ano da FACIT, que, esta quarta feira, e pelo quinto ano consecutivo, abriu as portas no pavilhão multiusos da vila. Uma mostra que alia uma vez mais a componente de promoção do tecido empresarial do concelho, à gastronomia e à animação musical.
Seis dias de festa que se traduzem em cinco noites de espetáculos variados, que vão do fado à “stand upcomedy”, passando pela música pimba, num investimento total a rondar os 60 mil euros. Números que o presidente da Câmara, Mário Loureiro, considera “muito contidos” tendo em conta “a qualidade do cartaz” que está em causa e o “renome” de alguns dos artistas convidados como é o caso de uma das cabeças de cartaz – a fadista Ana Moura. “Pensamos que é um valor muito reduzido face ao orçamento municipal e que tem uma relação custo/ benefício fantástica”, afirma o edil, que ainda equacionou trazer este ano a Tábua outros nomes sonantes do panorama musical português, simplesmente “esses artistas levam verdadeiras fortunas e isso sim consideramos ser um desperdício nos tempos que correm”, refere.
“Nós temos de promover o concelho de Tábua e não os artistas, e pensamos que com menos dinheiro conseguimos fazer a festa, conseguindo promover as nossas empresas e os nossos produtos locais”, sustenta Mário Loureiro, acreditando que apesar de recente – esta é a apenas a quinta edição – a FACIT já é uma “marca” em termos de calendário de festas na região. “As pessoas já criaram o hábito de nesta altura do ano vir a Tábua” considera o edil, acreditando no sucesso da edição deste ano, até porque além das propostas de animação serem cada vez mais variadas, há também a componente de gastronomia e a própria vertente de negócio que também atrai muito público a este certame.
Daí a fasquia para este ano também ter subido para as 15 mil entradas, depois de em 2012 o balanço final ter ficado pelos 12 mil visitantes. “É uma meta razoável, tendo em conta que o preço dos bilhetes também é simbólico, o espetáculo mais caro custa 2,5 euros ”, frisa o autarca que, mais uma vez, teve em conta as dificuldades económicas que as famílias atravessam para fixar preços baixos de bilheteira. “As edições anteriores têm-nos mostrado que esta é uma aposta ganha, as pessoas se vêm é porque se sentem bem, é porque continuamos a corresponder às suas expectativas”, afirma o presidente da Câmara, para quem independentemente do clima de crise e de austeridade que se vive “estas iniciativas continuam a ser importantes para a dinamização dos concelhos”. “Pensamos que o dinheiro empregue nestes eventos também é importante, porque promovemos o concelho, os nossos empresários, e contribuímos para a nossa qualidade de vida. Temos de ter uma postura pela positiva e pela afirmação”, considera o edil tabuense, apostado em projetar a imagem de Tábua e dos seus agentes económicos.
“Esta é essencialmente uma forte aposta na promoção dos pequenos empresários, empresas de serviços sedeadas no concelho, que não teriam a visibilidade que têm se não fosse através da FACIT”, refere ainda Mário Loureiro, julgando ter em Tábua “um local de excelência” para a realização destas iniciativas, como é o pavilhão multiusos e a sua envolvente, proporcionando a quem visita o certame ter “condições de bem estar e de segurança”. 85 expositores vão preencher o espaço interior e exterior da FACIT que, se as temperaturas ajudarem, conta atrair “muita gente” a Tábua.

 

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