Tesoureiro da escola secundária suspeito de alegado desvio “continuado” de dinheiro

Folha do Centro - Tesoureiro da escola secundária suspeito de alegado desvio “continuado” de dinheiro

Funcionário já foi alvo de processo disciplinar.

Um funcionário da Escola Secundária de Oliveira do Hospital é o principal suspeito de um alegado desfalque de dinheiro, detetado recentemente nos serviços administrativos e financeiros da escola. O homem, há vários anos com funções de tesoureiro na Escola Secundária, é suspeito de ter desviado “de forma continuada” uma quantia ainda não apurada de dinheiro, encontrando-se suspenso de funções, na sequência do processo disciplinar movido pela direção da escola.
O alegado desfalque terá sido detetado no âmbito de uma inspeção aos serviços que o funcionário integrava, que terá encontrado saídas injustificadas de pequenas quantias, que ao que tudo indica poderão representar, ao longo de anos, um valor estimado em “largos milhares de euros”. Apesar do “desvio” continuado, a situação terá passado despercebida aos diretores da escola, nomeadamente na secretaria, que só terão tido conhecimento da situação, no inicio do ano, na sequência da ação inspetiva àquele serviço.
Apesar de apanhar todos de surpresa, o nosso jornal apurou que esta já não é a primeira vez que o técnico administrativo da secundária é suspeito de desvio de dinheiros públicos, tendo sido afastado já no passado, das funções de tesoureiro do Agrupamento Brás Garcia de Mascarenhas, por motivos idênticos, facto que apontou de novo agora as suspeitas sobre o mesmo técnico. Pese embora o “deslize” detetado nos anos 80, o técnico administrativo encontrava-se ao serviço da escola Secundária de Oliveira do Hospital há cerca de 20 anos, onde era visto, por todos, como uma pessoa educada e com um comportamento irrepreensível.
Também no seio da comunidade onde reside – Lagos da Beira – o tesoureiro era uma pessoa muito respeitada, tendo integrado até há poucos dias a comissão instaladora da Associação de Solidariedade Social Virgílio Hall e os órgãos diretivos da futura IPSS, responsável pelo projeto de construção do novo Centro e jardim de Infância de Lagos da Beira, tendo alegado “motivos pessoais” para a suspensão do cargo.
Na terra onde vive, o funcionário manteve ainda funções no conselho económico da fábrica da Igreja, tendo chegado a “celebrar a palavra” na ausência do pároco da freguesia. Considerado pela população como uma pessoa de “bem“ e “muito educada”, este caso está a deixar perplexos todos os que com ele conviviam e o conheciam, que estranham sobretudo as motivações do funcionário para a prática de um alegado “desfalque” nas contas da escola, uma vez que não lhe eram conhecidos quaisquer problemas de ordem financeira.

 

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