“Há Festa na Zona Histórica” promete voltar a animar zona antiga da cidade de Oliveira do Hospital
O espírito dos santos populares promete voltar a invadir já a partir desta sexta-feira, a zona antiga da cidade oliveirense, em mais uma edição do “Há Festa na Zona Histórica” promovida pela União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. Paio. Manjericos, balões, barraquinhas de comes e bebes e um cheirinho inconfundível a sardinha assada voltam a abrir o apetite dos muitos visitantes que são esperados no evento, que decorre este sábado e domingo no “casco” antigo da cidade, onde os vários restaurantes e tasquinhas participantes vão estender as suas esplanadas para a rua, convidando a população a vir “comer fora, cá dentro”.
“É positivo chamar as pessoas para esta zona da cidade que, a nível de comércio, está um pouco esquecida”, adianta uma comerciante, não tendo dúvidas que este tipo de iniciativas ajuda a promover este espaço da cidade, que em termos urbanísticos tem sofrido alguma desertificação e envelhecimento nos últimos anos. “Seria até interessante a criação de um centro de convívio, onde vários espetáculos pudessem ser realizados regularmente, de modo a gerar movimento e atrair a população jovem para a zona histórica”, sugerem, julgando que esta é “uma excelente iniciativa” e vem de encontro “aquilo que a zona histórica precisa”. A opinião positiva estende-se a praticamente todos os comerciantes da zona antiga que vê nesta festa uma oportunidade para dar a conhecer os seus espaços, mas também a uma área da cidade, que vem sofrendo algum abandono por parte de habitantes e lojistas.
Lançado há exatamente seis anos pelo atual presidente da União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. Paio, Nuno Oliveira, o evento “Há Festa na Zona Histórica”, pretende, acima de tudo, ser uma forma de “aproximar as pessoas” a este espaço da cidade, que além de ter uma longa tradição no festejo dos santos populares, é uma zona com “um enorme potencial turístico” e até comercial, tendo perdido população e até serviços, nas últimas décadas. O autarca realça, de resto, o facto da Câmara Municipal estar a trabalhar num projeto de reabilitação urbana desta área, com o objetivo de revitalizar o espaço público, mas também a propriedade privada, que poderá candidatar-se ao novo quadro comunitário e aos incentivos previstos para a regeneração urbana.
“Há bons exemplos noutras cidades, noutros países de regeneração dos centros históricos é isso que queremos replicar aqui, dando ao centro histórico a dignidade que ele merece”, garante Nuno Oliveira, para já satisfeito com a forma como esta festa tem ganho dinâmica, conquistando de ano para ano mais público e novos públicos, graças também à oferta “abrangente” em termos de cartaz de animação. “Em termos musicais temos desde o jazz, ao pop rock, até aos bailaricos populares, é uma festa para todas as idades”, faz notar o jovem autarca, não tendo dúvidas que esta é “ a maior festa de proximidade” realizada dentro da freguesia. “Aqui quem faz a festa são as pessoas, não são os músicos ou as bandas convidadas” constata o presidente da União de Freguesias, apostado em aliar a animação à promoção de uma zona da cidade que gostaria de ver projetada em termos de comércio e turismo, até porque “ hoje começa a sentir-se cada vez mais interesse por estas áreas”. Independentemente do projeto de regeneração urbana desta zona, nos próximos dois dias a Zona Histórica da cidade vai transformar-se numa espécie de “Alfama”, onde não faltará a tradicional sardinhada, a música popular, e muita animação nas ruas.



