“Unidade de Cuidados Continuados traz a Tábua gente e todo o país”

Folha do Centro - “Unidade de Cuidados Continuados traz a Tábua gente e todo o país”

Projeto é referência na área da saúde e assume-se como uma dos “ex libris” da instituição.

Desde 2003 que Tábua não é a mesma. A recuperação do velho hospital e a sua transformação numa Unidade de Cuidados Continuados na área da saúde colocaram e continuam a colocar o concelho na vanguarda dos apoios sociais.

Apesar do esforço financeiro que o projeto exigiu à instituição, representando um investimento de 7,5 milhões de euros, o provedor, Ferreira Marques não tem dúvidas que esta valência deu um contributo decisivo para o crescimento da Santa Casa, e do próprio concelho, que ao integrar uma rede de Cuidados Continuados a nível nacional, recebe utentes de todo o país. ”Independentemente da parte financeira, há aqui um desabrochar com muita força mercê da criação desta Unidade de Cuidados Continuados, que beneficiou a população, não só os tabuenses, mas toda a região”, garante o provedor, que vê com orgulho esta Unidade ser reconhecida como uma das melhores a nível nacional.

Com capacidade para 76 utentes, 53 para internamento de longa duração e 23 doentes de média duração, a Unidade de Cuidados Continuados integra também uma área de medicina física e de reabilitação, que traz também diariamente a Tábua muitos utentes. Um projeto de envergadura, para o qual a Misericórdia teve de criar músculo financeiro, até porque o Estado, nem sempre paga “a tempo e horas”, resultado daí que também “nós temos que atrasar com os nossos fornecedores e para com as nossas obrigações”, justifica o provedor.

Ferreira Marques garante que a gestão rigorosa da instituição, e o “altruísmo” dos seus corpos diretivos tem permitido, todavia, levar este e outros projetos a “bom porto”, sem colocar qualquer resposta social em causa. “É bom lembrar que isto era uma área completamente nova – as UCC- foram uma revolução dentro do SNS, não havia qualquer experiência no país sobre esta valência e houve algumas que correram mal”, recorda o provedor, lembrando que no caso de Tábua, “quando projetámos o edifício tivemos o cuidado de fazer um estudo económico sobre a possibilidade de criar um número de camas que permitisse a sustentabilidade do equipamento e isso conseguiu-se”.

Uma valência que não só contribuiu para a melhoria dos cuidados de saúde na região, já que não existe qualquer unidade do género nos concelhos vizinhos, como trouxe a Tábua um conjunto de quadros técnicos qualificados: médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, engenheiros alimentares, entre outros, que passaram a fazer parte dos quadros da instituição, que atualmente emprega 215 trabalhadores. “Somos a segunda maior entidade empregadora do concelho”, revela ainda com orgulho o provedor, para quem a Santa Casa da Misericórdia de Tábua tem conhecido nos últimos anos um crescimento “exuberante”, e que promete, aliás, não parar por aqui, acompanhando a “revolução” sobretudo “industrial” que o concelho de Tábua está a viver, catapultado pelo crescimento exponencial do Grupo Aquinos.

Misericórdia poderá criar primeira creche “por turnos”

Para responder às necessidades das famílias que trabalham na fábrica “Aquinos”, que labora 24 sobre 24 horas empregando uma parte significativa da população jovem do concelho tabuense

É uma resposta inovadora em termos sociais, como muitas outras criadas pela Santa Casa da Misericórdia, e pretende dar resposta a uma nova realidade no concelho tabuense, motivada pela expansão do Grupo Aquinos.

Depois de ter assistido à diminuição do número de crianças frequentada pela instituição, a Santa Casa, pondera agora, em articulação com o Ministério da Educação e com a Segurança Social, avançar com a criação de um horário “especial” para os trabalhadores dos “Aquinos”, cuja produção labora 24 sobre 24 horas, deixando algumas famílias, nomeadamente casais jovens com filhos pequenos, sem “alternativa”. “Esta nova empresa trouxe uma vida nova ao concelho, uma vida de que Tábua estava já desacreditada, onde grande parte dos casais que ali trabalham são pessoas novas e que precisam de um apoio extraordinário se quiserem constituir família, porque trabalham por turnos”, garante o provedor, adiantando “estar a estudar com as demais entidades” na possibilidade de criar “um horário especial para os filhos dos trabalhadores desta empresa”.

Ferreira Marques lembra que esta é mais uma resposta social diferenciadora, que tem como finalidade satisfazer aquilo que são as necessidades de uma “nova” geração de trabalhadores e de pessoas que se estão a fixar em Tábua, por força da oferta de emprego do Grupo Aquinos, que nos últimos anos, foi responsável pela criação de 1600 postos de trabalho no concelho tabuense. Portanto, “este projeto faz todo o sentido” e “pensamos que vamos dar resposta e favorecer aquelas famílias que trabalham marido e mulher na fábrica Aquinos”, entende o provedor, que tal como na saúde, também na educação, nomeadamente no apoio à primeira infância, pretende estar na vanguarda das respostas sociais à população, preparando-se para ter uma creche e um jardim de infância a funcionar “por turnos”, acolhendo, desta forma, as crianças, cujos pais trabalham fora do horário “normal” de funcionamento destas instituições.

 

Acerca do Autor:

. Siga nas redes sociais Twitter / Facebook.