Utentes da ARCIAL fizeram esqui na Serra da Estrela

Folha do Centro - Utentes da ARCIAL fizeram esqui na Serra da Estrela

Dia Internacional da Pessoa da Deficiência foi assinalado pela instituição oliveirense.

A ARCIAL – Associação para a Recuperação de Crianças Inadaptadas de Oliveira do Hospital, proporcionou um dia diferente aos seus cerca de 90 utentes. Uma visita à serra da Estrela, com passagem pela aldeia “natal” de Cabeça, no concelho de Seia, foi a forma encontrada pela instituição para assinalar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que mais uma vez foi vivido num espirito de grande animação e alegria pelos seus utentes e equipa técnica.

“Foi uma oportunidade de disfrutarem de um conjunto de atividades ligadas ao desporto adaptado na neve que, a maioria, apesar de viver tão perto da serra da Estrela nunca tinha experimentado”, relata a psicóloga da ARCIAL, Lúcia Prata, satisfeita por ver que um dos principais polos turísticos do país – a Serra da Estrela e a sua estância de esqui – estão bem preparados para receber este tipo de clientes com características especiais. “É um bom sinal, é sinal que a sociedade se preocupa cada vez mais com esta população”, entende a técnica, fazendo notar que isso nem sempre acontece noutros equipamentos ou espaços públicos, dando como exemplo as praias quer de litoral, quer fluviais, onde faltam “mais acessibilidades”.

Apesar das desigualdades que ainda marcam muitos setores e o dia a dia desta população, a psicóloga é, ainda assim, de opinião que a sociedade está cada vez mais “sensibilizada para a diferença” e disposta a aceitá-la. “Em termos de mercado de trabalho, pese embora as dificuldades das entidades empregadoras, sente-se uma maior abertura para a integração destas pessoas, pelo menos, no que toca ao concelho de Oliveira do Hospital”, refere Lúcia Prata, não tendo dúvidas que estamos perante um “concelho inclusivo”. “Este ano já conseguimos mais integrações que há um ano e dois anos atrás, isto é um bom indicador”, considera a técnica, julgando que estes resultados são o fruto de um longo trabalho por parte das instituições que estão no terreno e que cada vez mais se preocupam em estar próximas da comunidade e responder às suas solicitações, tentando elas próprias não viver em “guetos”.

“Este trabalho está a dar frutos e hoje não há dúvidas que a comunidade tem uma visão mais inclusiva”, afirma a psicóloga, para quem esta é uma realidade que deixou de estar escondida para passar a ser assumida, caminhando-se cada vez mais no sentido da reintegração social. Até porque, “qualquer cidadão é um potencial cliente da instituição, temos utentes que tiveram padrões de vida familiar e de trabalho absolutamente normais e que desenvolveram um quadro clinico grave, sendo o nosso objetivo, integrá-los de novo na sociedade”, explica a técnica da ARCIAL, congratulando-se com o trabalho desenvolvido nesta área, contribuindo para uma sociedade mais “igual”.

 

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