Várias casas estiveram ameaçadas e viatura de um cidadão belga ficou destruída

Folha do Centro - Várias casas estiveram ameaçadas e viatura de um cidadão belga ficou destruída

Incêndio começou em Ervedal da Beira e rapidamente se estendeu a outras freguesias vizinhas numa zona do concelho de Oliveira do Hospital já diversas vezes fustigada pelo fogo.

Um incêndio de grandes proporções levou pela frente, este domingo, várias culturas e uma vasta área de mato e pinhal, nas freguesias de Travanca de Lagos, Lagares da Beira e Ervedal, na zona norte do Concelho de Oliveira do Hospital. Durante toda a tarde, o fogo não deu tréguas aos bombeiros, sapadores florestais e aos muitos populares que se encontravam no terreno a ajudar “como podiam”, para evitar que o fogo colocasse em risco as casas e muitos arrumos agrícolas com animais e alfaias espalhados pelas quintas.

Trata-se de uma zona onde há várias propriedades habitadas por cidadãos estrangeiros e foram esses os primeiros a contabilizar prejuízos materiais. Parte da casa e o carro – um Renault Clio – de um habitante belga foram destruídos pelas chamas que ao início da tarde lavravam com particular intensidade na freguesia de Travanca de Lagos, nomeadamente em Andorinha. Também a unidade de alojamento turístico, Quinta do Pisão em Ervedal da Beira, explorada há vários por estrangeiros, chegou a ser evacuada, uma vez que o fogo cercou a propriedade.

Apesar do fogo várias vezes se ter aproximado das casas nestas localidades, não houve registo de danos materiais em habitações, na medida em que os meios no terreno focaram aí a sua intervenção. “Como havia poucos meios, o que fizemos foi precaver os bens patrimoniais”, adiantava ao nosso jornal o comandante do Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, Emídio Camacho, para quem “foi impossível acudir a tudo” tendo em conta a vasta área abrangida pelo fogo. “Os meios eram poucos, porque a nível nacional há incêndios em todo o lado, e nós tentámos defender em primeiro lugar as casas e as pessoas”, garante Camacho.

“Viveram-se momentos muito complicados durante a tarde, o fogo chegou a ter quatro ou cinco frentes activas, mas conseguimos que não houvesse nenhuma desgraça, numa zona onde há muitas casas habitadas por estrangeiros”, relata o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino que, dada a extensão do incêndio, decidiu o Plano de Emergência Municipal. “Foi fundamental sobretudo para o reforço dos meios aéreos”, explica o autarca, realçando o trabalho efectuado na zona de Lagares da Beira, onde uma das maiores fábricas de lacticínios do concelho também chegou a estar em risco. Apesar das chamas terem abrandado ao final do dia de ontem, a noite ainda estava longe de ser calma, tendo em conta sobretudo a área atingida.

 

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