Vereador do PSD critica utilização alegadamente abusiva das viaturas da Câmara

Folha do Centro - Vereador do PSD critica utilização alegadamente abusiva das viaturas da Câmara

Mário Alves aconselha precaução.

O vereador eleito pelo PSD, Mário Alves, criticou, ontem, a forma como está a ser gerido o parque automóvel da Câmara Municipal, denunciando nomeadamente a utilização das viaturas da autarquia por parte de pessoal que não têm qualquer vínculo contratual com o Município. “O que eu vejo aí é pessoal dos POC’s (Programas Ocupacionais de Emprego) a conduzir intermitentemente as mesmas viaturas, e o que eu acho é que tem havido pouco cuidado da parte de quem gere este sector”, fez notar o vereador da oposição, para quem a utilização das viaturas da Câmara Municipal deve ser feita de forma mais cuidadosa, até por uma questão de manutenção e da própria salvaguarda do Município, no caso de acontecer “alguma chatice”. Alves referia-se sobretudo ao transporte de crianças, que é alegadamente assegurado por motoristas que estão de “passagem” na Câmara Municipal, contratados ao abrigo dos POC. “Imagine que um dia destes acontece aí alguma situação com um POC, a quem é que o senhor (presidente da Câmara) vai assacar responsabilidades, é que se for funcionário da Câmara move um processo de averiguações, um processo disciplinar, a um POC não sei a quem vai pedir responsabilidades”, questionou o vereador do PSD, aconselhando Alexandrino a “não facilitar” nesta matéria, até para “evitar estarmos envolvidos daqui amanhã em chatices desnecessárias”. “Se eu estivesse no lugar do senhor não utilizava POC’s para o desenvolvimento de determinados serviços”, afirmou Mário Alves, denunciando ainda a utilização alegadamente abusiva das viaturas da autarquia, por parte de alguns funcionários, que até “utilizam os carros da Câmara para irem almoçar a casa”. José Carlos Alexandrino esclareceu entretanto que os POC que estão a exercer funções de motorista na Câmara, são pessoas que apresentam “perfil” e toda a “documentação legal” para poderem conduzir transportes de passageiros. O que não invalida, segundo o edil, que não “possa reflectir” esta situação.

 

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