Vereador do PSD questiona custos da autarquia com BLC3

Vereador do PSD questiona custos da autarquia com BLC3

Alexandrino entende que a Câmara tem de dar alguns meios a esta entidade, ainda que não “exagerados”

O vereador Mário Alves questionou o executivo camarário sobre os gastos com a Plataforma de Desenvolvimento da Região Interior Centro – BLC3, nomeadamente no que diz respeito a três projetos já aprovados e que exigem um capital próprio na ordem dos 350 mil euros. O autarca do PSD quer ser informado se a Câmara Municipal vai ou não assumir “os custos com o desenvolvimento destes projetos”, até porque, duvida da rentabilidade dos investimentos em causa, dando como exemplo o projeto de desidratação e embalamento de fruta. “Quantos produtores de maçã existem no concelho, eu só conheço um e é o um senhor que faz parte do conselho de administração da BLC3” afirmou Alves, em tom crítico, entendendo que “com o país de tanga como está não podemos andar a apoiar projetos que não têm empregabilidade, nem geram riqueza”. “Têm-se desbaratado milhões sem qualquer aplicação prática. Os projetos são bem vindos se criarem posto de trabalho e riqueza”, advertiu o vereador da oposição, esperando que não aconteça com a BLC3 como aconteceu com a Acibeira, em que se “fez o monstro e depois ficou lá”. “Espero que não seja um meio para sumir para uns milhares de euros”, referiu, mais uma vez muito cético em relação aos projetos da Plataforma.
Um ceticismo contrariado pelo presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, que sempre acreditou nesta estrutura e num novo modelo de desenvolvimento do concelho, a partir dos recursos endógenos, nomeadamente a agricultura e a floresta. “Com a sua mentalidade a Biocant nunca existia, e hoje é um parceiro de desenvolvimento a nível mundial”, defendeu o autarca oliveirense, lembrando que a BLC3 é uma entidade reconhecida a nível nacional, e tem várias universidades como parceiras. “Em termos de investimento autárquico não tem sido relevante, mas teremos de inscrever uma verba no orçamento para alavancar esta estrutura”, garante Alexandrino, dando conta da necessidade de “apoiar a BLC3 com alguns meios” ainda que “não exagerados”. O presidente da Câmara fez ver que também já viu serem financiados muitos projetos não reprodutivos, inclusivamente “até para comprar jipes e outros carros de alta cilindrada”.
O vice presidente da autarquia, José Francisco Rolo acrescentou que a BLC3 é hoje uma entidade reconhecida a nível nacional, e que os projetos que estão em marcha “não foram feitos por nenhuns ignorantes”. “São projetos válidos cientificamente e aprovados pelo QREN nacional”, esclareceu. Sem querer por em causa a valia técnica dos projetos, o vereador independente, José Mendes apenas disse gostar de saber o que está a ser feito pela BLC3, quais os parceiros e os investimentos que pretendem fazer, para poder votar favoravelmente os apoios ao seu funcionamento.

 

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