Vereador do PSD questiona despesas da autarquia em refeições e é acusado de fazer política de “merceeiro”

Reuniao Camara

O vereador do PSD na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, João Paulo Albuquerque, questionou, esta quinta-feira, naquela que foi a primeira reunião pública do executivo camarário, a que é que se deve uma despesa superior a 2200 euros em refeições, contraída pela autarquia, em diversos restaurantes do concelho durante o mês de outubro.

O único vereador da oposição no executivo quis saber “quem comeu à custa dos nossos impostos e porquê?”, tendo em conta que se tratou de um mês difícil em que “muita gente perdeu muita coisa e se apelou a que se poupasse”.

Lamentando que o recém eleito vereador do PSD não tenha tido nada “mais importante” para trazer a uma das primeiras reuniões do executivo em que participa do que “este número de merceeiro”, o presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, explicou que muita dessa despesa está relacionada com a vinda de ministros, presidentes de câmara da CIM da região de Coimbra e até do próprio Presidente da República ao concelho nos dias logo a seguir ao grande incêndio do dia 15 de outubro, havendo ainda uma despesa por liquidar num restaurante que é referente ao almoço comemorativo do 7 de outubro. “Mas fique descansado que vão aparecer muito mais almoços devido aos incêndios”, avisou o edil, lembrando que a tragédia do dia 15 de outubro “deu muita despesa” ao Município.

Considerando “ridícula” a intervenção do único vereador social democrata, Alexandrino aconselhou João Paulo Albuquerque a consultar todas as requisições das refeições junto do Diretor de Departamento da Câmara Municipal, pois, disse não ter “nenhum computador na cabeça” para saber “para que é que foram os almoços e quem os comeu”. “Antes de vir aqui procure com o Dr. João Mendes para que é que foram essas despesas, porque isto aqui é tudo transparente”, advertiu o edil, para quem a intervenção do eleito social democrata é ainda a “herança” do “pior” dos executivos do PSD que gostavam de fazer “contabilidade de mercearia”. Mas “Oliveira do Hospital provou ainda há pouco tempo que já não quer políticos merceeiros”, concluiu o autarca.

 

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