Vereadora do PSD questiona avenças com juristas “fora” da Câmara

Folha do Centro - Vereadora do PSD questiona avenças com juristas “fora” da Câmara

Cristina Oliveira alegou “incompatibilidade” da prestação de serviços por parte de uma sociedade de advogados com a qual um vereador do atual executivo tem ligações.

A vereadora do PSD na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, Cristina Oliveira, questionou o executivo sobre “a necessidade de contratação de juristas fora da Câmara”, tendo ainda levantado dúvidas acerca da compatibilidade da avença que a autarquia mantém com uma sociedade de advogados em Coimbra, com a qual um vereador do atual elenco camarário colabora.

A única vereadora da oposição no executivo entende que “se de facto os serviços jurídicos são uma necessidade da autarquia” então “porque não reforçar essa área ao nível do mapa de pessoal, ao invés de andar a admitir técnicos noutras áreas”. “Relativamente a estes contratos oferecem-me muitas dúvidas a sua real necessidade”, já que “a partir do momento em que se paga uma avença é preciso justificar o dinheiro que é pago”, referiu a autarca do PSD, insinuando ainda um “eventual conflito de interesses com a prestação de serviços da parte da sociedade de advogados em que trabalha o senhor vereador”. “Tenho dúvidas sobre a compatibilidade de uma avença com um escritório de advogados em que o senhor vereador tem ligações”, observou a vereadora, julgando que a certa altura “a Câmara já está a recorrer a estes serviços para justificar o dinheiro gasto em avenças”.

Dúvidas que foram prontamente esclarecidas pelo presidente da autarquia que justificou a escolha de uma sociedade de advogados fora da Câmara e até fora de Oliveira, com o facto de haver determinados processos que requerem “advogados especialistas”. “Era bom que não fossem necessários tantos juristas, mas também quero dizer que baixamos os custos com avenças nesta área na ordem dos mil euros por mês, uma vez que baixamos significativamente o número de processos”, adiantou José Carlos Alexandrino, dando nota da redução do número de ações judiciais relativamente ao mandato anterior, tendo em conta que “conseguimos resolver a maior parte dos processos pela via da negociação”. (leia mais na edição impressa)

 

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