Vereadora do PSD questiona legalidade de cedência de terrenos da Zona Industrial da Cordinha

Folha do Centro - Vereadora do PSD questiona legalidade de cedência de terrenos da Zona Industrial da Cordinha

Em causa está um proprietário que vem reclamar a titularidade de um terreno loteado naquela área.

A vereadora do PSD, Cristina Oliveira, questionou o executivo em permanência sobre a legalidade da cedência de alguns lotes na Zona Industrial da Cordinha, quando esta continua a ter terrenos que ainda se encontram na posse dos proprietários, quase duas décadas depois de ter sido criada.

A questão foi levantada na última reunião pública da Câmara Municipal, onde a vereadora laranja chamou a atenção para o tipo de implicações que esta situação pode ter em termos de cedência de lotes a possíveis interessados, uma vez que há ainda parcelas de terreno que não estão na posse da autarquia. Tendo começado por esclarecer que o problema da titularidade dos terrenos é uma herança dos anteriores executivos do PSD, o presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, garante que o que está neste momento em causa é apenas o acordo quanto ao valor a pagar ao proprietário que veio reivindicar a posse dos mesmos, o que até agora ainda afigurou possível na medida em que, segundo adiantou, este não terá concordado com o preço proposto pelo Município.

“Os responsáveis do PSD estiveram cá 16 anos e não resolveram o problema, a única pessoa que se interessa pelo caso sou eu”, referiu o edil, lembrando ter levado uma proposta a reunião de Câmara para aquisição do terreno em causa, já no anterior mandato, que foi chumbada pelos então vereadores do PSD que “acharam que o valor era demasiado alto”. Alexandrino dá ainda conta de uma avaliação que foi realizada ao terreno e que de facto vem demonstrar que o valor proposto era bastante elevado face aquilo que é o preço “praticado” pela autarquia nestas situações. “Há aqui uma coisa estranha é que ele veio com uma proposta de 12 mil euros e já vai em 6 mil euros, o que quer dizer que o valor proposto inicialmente era demasiado elevado”, fez notar o presidente da Câmara que apresentou uma contra proposta no valor de quatro mil euros para a aquisição do terreno que se encontra por legalizar na Zona Industrial da Cordinha. “Pelos nossos valores aquilo anda à volta dos quatro mil euros”, afirma o edil, acreditando que aquilo que possa ter acontecido na Zona Industrial da Cordinha é não ter havido a identificação de todos os proprietários, dando azo a situações como esta em que a titularidade só mais recentemente é que veio a ser reivindicada. (leia mais na edição impressa)

 

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