Vice presidente da Câmara diz que IC6 “é um imperativo moral” que o Estado tem para com esta região

Folha do Centro - Vice presidente da Câmara diz que IC6 “é um imperativo moral” que o Estado tem para com esta região

A falta de acessibilidades foi considerado um dos grandes obstáculos à criação de emprego, durante uma mesa redonda dinamizada, ontem, pela Associação Industrial Portuguesa no âmbito da iniciativa Competências para o Desenvolvimento que está a decorrer em Oliveira do Hospital.

Mais do que uma questão de justiça perante uma região que tem contribuído para a criação de “elevado valor acrescentado” no país, o vice presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, considera a conclusão do IC6 um “imperativo moral” que o Estado tem para com uma zona que continua a apresentar “uma desvantagem competitiva” em relação a outras regiões e empresas portuguesas. Rolo falava, ontem à tarde, durante a iniciativa “BeIN” dinamizada pela primeira vez num concelho de interior pela Associação Industrial Portuguesa e que teve como objetivo debater “as alternativas” e as “oportunidades” de criação de emprego nesta região e concretamente no concelho de Oliveira do Hospital. Uma iniciativa que contou com a presença de vários atores, desde logo, o presidente do Núcleo Empresarial da Região de Coimbra, Pina Prata, que se mostrou disponível para potenciar aquilo que são as iniciativas e projetos empresariais que possam surgir na região, nomeadamente no novo quadro de financiamento comunitário. Pina Prata, que vai regressar a Oliveira do Hospital, esta sexta feira, para participar em mais um seminário sobre empreendedorismo integrado na iniciativa do Município “Competências para o Desenvolvimento”, deixou o compromisso com a região do NERC “ser o porta aviões” que a região pode “usar” para criar um novo modelo de desenvolvimento, potenciador da empregabilidade. “Temos aqui uma oportunidade única, já temos muito betão” adiantou, ressalvando a situação de Oliveira do Hospital que continua à espera de “fechar” a questão do IC6 e IC7. Uma questão que é “tão evidente” para o vice presidente da Câmara que já devia estar “ultrapassada” há muito tempo. “Discutir em 2014 se devemos transformar uma estrada com 100 anos numa estrada de proximidade, sim porque ninguém aqui reclama auto estradas, ´parece-me quase anacrónico”, afirmou Rolo, lamentando que esta região que, tanto tem contribuído para a criação de riqueza no país, albergando mesmo no seu território algumas das maiores empresas exportadoras, tenha sido excluída uma vez mais da lista de infra estruturas de “elevado valor acrescentado” anunciada pelo atual Governo. “Se hoje a Região Centro apresenta os indicadores que apresenta em termos de peso do setor exportador isso deve-se em muito a grandes empresas instaladas em Tábua, em Oliveira do Hospital, no setor das confeções e no agroalimentar, que produzem elevado valor acrescentado para a região”, acrescentou o vereador, para quem o Estado “está em divida para com estes empresários e trabalhadores”, que “cada vez geram mais riqueza para o pais e em troca têm uma estrada de há cem anos atrás”. “É um imperativo moral que o Estado tem perante uma região que se reclama genuinamente portuguesa”, considerou por isso o vice presidente da Câmara oliveirense, lamentando que a única ajuda que o Governo tem dado aos privados desta região “dar-lhe as piores acessibilidades do país” e “cercá-los de portagens”. Também o presidente da Câmara assumiu, mais uma vez, a ambição de baixar o número de desempregados no concelho para os 700, lembrando que a empregabilidade é um dos temas que mais o preocupa enquanto autarca.

 

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