ZIF são “modelo” que tem de ser melhorado

Folha do Centro - ZIF são “modelo” que tem de ser melhorado

Encontro Nacional de Zonas de Intervenção Florestal decorreu em Seia.

O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural garante que as Zonas de Intervenção Florestal, enquanto modelo de intervenção e gestão da floresta portuguesa, são para continuar a apoiar no próximo quadro comunitário e “melhorar”. Francisco Gomes da Silva falava no encerramento de um Encontro Nacional de ZIF, que decorreu no auditório do Centro de Interpretação da Serra da Estrela, em Seia, promovido pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.
Entre dúvidas e questões que se levantaram sobre o futuro deste modelo de gestão florestal que em 2003 deu os primeiros passos em Portugal, o secretário de Estado disse tratar-se de um “modelo bom” que veio para ficar”. “Quanto ao modelo ZIF ele existe, é bom que ele exista, foi um passo importante que foi dado”, afirmou o governante, entendendo todavia, existirem diversos aspetos a melhorar ao nível destas unidades de gestão florestal, que funcionam como uma espécie de “condomínio” florestal, abrangendo, neste momento, cerca de 800 mil hectares em todo o território nacional. “Felizmente estão identificados alguns problemas, da nossa parte o que faremos seguramente é trabalhar do ponto de vista legislativo e do próximo quadro comunitário de apoio que está agora em cima da mesa, por forma as unidades de gestão coletiva, que não apenas ZIF, possam aceder em boas condições aos apoios financeiros”, afirmou, tendo em conta o trabalho realizado por estas unidades de gestão que se assumiram como um instrumento “válido” para resolver os problemas da floresta, nomeadamente a questão dos incêndios e os problemas fitossanitários que hoje em dia afligem a floresta portuguesa.
Um trabalho que, segundo o secretário de Estado, terá que evoluir para outros “objetivos”, nomeadamente a questão da comercialização, pois” nós não podemos continuar a gerir a floresta só para que não haja incêndios, só para que não haja pragas e doenças, isso tem de ser uma consequência da gestão, temos de saber gerir a floresta para que haja valor acrescentado que reverte para o proprietário”, disse claramente o governante, não tendo dúvidas que esse é o passo que falta dar e que “tem de presidir à gestão da floresta enquanto atividade económica”.
“Não há dúvida que, do ponto de vista ambiental e da preservação dos recursos, o maior salto que a floresta portuguesa pode dar, neste momento, é ser gerida por forma a gerar valor económico”, reforçou ainda a “mensagem” perante os vários atores presentes neste encontro que juntou em Seia as várias associações do setor, entre elas a CAULE, que foi a “pioneira” deste modelo de gestão florestal, ao arrancar com a primeira ZIF do país no concelho de Oliveira do Hospital, em 2005.

 

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