Ancose entregou primeiras 150 borregas do Centro de Recria

Projeto arrancou após grande incêndio de 15 de outubro1

Projeto arrancou após grande incêndio de 15 de outubro2Projeto arrancou após grande incêndio de 15 de outubro.

Passados quase sete meses após o grande incêndio, a Ancose procedeu à entrega das primeiras 150 borregas aos criadores que perderam os seus animais, no âmbito do Centro de Recria em funcionamento nas instalações da Associação, com sede no concelho de Oliveira do Hospital.

A Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela (ANCOSE) cumpriu, assim, a primeira fase de atribuição de animais de um total de 800 já criados, com o objetivo de repovoar a região da Serra da Estrela com as ovelhas de raça autóctone, ou seja bordaleira ou Serra da Estrela e Churra Mondegueira.

A implementação de um Centro de Recria não era um novidade para a ANCOSE que, diante da diminuição do efetivo animal e devido à extinção dos anteriores centros de recria por parte do governo, já planeava avançar com aquele tipo de estrutura.  “Com o infortúnio dos incêndios de outubro de 2017, nós tivemos de acelerar”, explicou o presidente da direção da Ancose, Manuel Marques, dando conta da preocupação da Associação em preservar as raças que produzem o leite tão necessário para o Queijo Serra da Estrela.

Na hora em que a Ancose procedeu à entrega dos primeiros animais, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital destacou a resposta que foi dada pela Associação no dia imediatamente a seguir ao grande incêndio. “Foram os primeiros a distribuir rações logo no dia seguinte”, afirmou o autarca, que pelo contrário destacou a sua insatisfação relativamente aos apoios dirigidos aos agricultores e produtores lesados dos incêndios. José Carlos Alexandrino considera “miserável que as explorações agrícolas não tenham 85por cento” de ajudas tal como acontece com as empresas.

Graça Mariano, subdiretora da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), congratulou-se por “por saber que há empresas em Portugal, que não se preocupam só em importar, mas que divulgam, ajudam e fomentam a produção”. “Sem produtores a DGAV não existia”, referiu a responsável, dando conta da disponibilidade daquela estrutura para ajudar quem mais precisa. Em particular, Graça Mariano destacou o Queijo Serra da Estrela, que é um “património” e que “tem de ser defendido e dinamizado”.

Na sessão de entrega das primeiras 150 borregas, a Ancose destacou o apoio prestado Centro de Recria por entidades como o Grupo Jerónimo Martins, a Paróquia de Cascais e a Ordem dos Médicos Veterinários.

 

Acerca do Autor:

. Siga nas redes sociais Twitter / Facebook.