Deputados socialistas de Coimbra questionam Ministério da Saúde sobre posto médico de Santo António do Alva

Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Coimbra questionaram o Ministério da Saúde sobre a ausência, desde junho, do médico que se deslocava semanalmente à extensão de saúde de Santo António do Alva, na freguesia de Penalva de Alva, concelho de Oliveira do Hospital. Na pergunta ao Governo, os deputados Mário Ruivo, João Portugal e Rui Pedro Duarte sublinham que a ausência, “sem qualquer explicação plausível”, do médico que ali exercia funções semanalmente para prestar apoio médico a uma população de cerca de 1000 habitantes está a gerar “ansiedade dos utentes para obter os cuidados de saúde”.
Tendo em conta a ausência do médico, desde junho, sem qualquer esclarecimento prestado pelo Ministério da Saúde ou seus organismos desconcentrados, os parlamentares socialistas alertam para o receio da população que “vai vivendo momentos, legítimos, de grande preocupação e de especulação sobre o futuro desta extensão de saúde, associando-a às políticas de cortes orçamentais seguida por um Governo em ‘contramão’ na via do reforço do Estado Social e no apoio às populações mais frágeis e isoladas do interior”.
Recordando que a extensão de saúde de Santo António do Alva funciona há mais de 20 anos, “sem quaisquer encargos para o Estado, seja com a eletricidade ou a limpeza” e “beneficiando uma população cada vez mais idosa, com recursos cada vez mais escassos e que se sente cada vez mais desprotegida e isolada”, os parlamentares do PS pretendem que o Governo explique qual a verdadeira razão da ausência do médico que semanalmente se deslocava àquela extensão de saúde. Os deputados socialistas querem também saber quais “as medidas que pretende o Ministério da Saúde tomar relativamente às extensões de saúde que prestam um serviço de proximidade às populações de freguesias do interior, como a de Santo António do Alva”, bem como “que medidas equaciona o Ministério da Saúde tomar para conciliar o direito de acesso à saúde com a crescente dificuldade em que vive um número cada vez maior de portugueses”.

 

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